Grande Vitória tem 4º ônibus incendiado por criminosos em julho

Ataque ao ônibus da linha 516 aconteceu na noite desta quinta-feira (30) na Serra.

Ônibus da linha 516 foi incendiado na Serra — Foto: Aurélio de Freitas/TV Gazeta

Por Maíra Mendonça, G1 ES

 

Mais um ônibus foi destruído por criminosos na Grande Vitória. O novo alvo dos ataques foi um coletivo do sistema Transcol da linha 516, que foi incendiado na noite desta quinta-feira (30) quando se deslocava para o Terminal de Jacaraípe, na Serra.

O ataque ao ônibus por volta das 22h30 desta quinta. De acordo com testemunhas, cinco homens armados se aproximaram do coletivo em um carro preto. Eles exigiram que os passageiros saíssem e atearam fogo.

Coletivo da linha 516 foi destruído pelo fogo

Este é o quarto ônibus incendiado na Grande Vitória somente no mês de julho e o segundo em menos de 24 horas. Na madrugada desta quinta, um outro coletivo já havia sido queimado no bairro Itacibá, em Cariacica. Os criminosos deixaram um bilhete pedindo melhorias no sistema penitenciário.

No dia 20 de julho, dois veículos foram incendiados, um no bairro Ipanema, em Viana, e o outro em Roda D’água, na zona rural de Cariacica. Nestes dois casos, os incendiários também deixaram bilhetes semelhantes.

Bilhete

No bilhete deixado junto com o ônibus incendiado em Itacibá, os criminosos reclamaram das condições dos presídios do Espírito Santo. O grupo escreveu que existem torturas, comida podre e superlotação nas unidades, além de pedir pela volta das visitas, que foram suspensas por causa da pandemia do novo coronavírus.

Bilhete foi deixado após ônibus ser incendiado — Foto: VC no ES1

A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) informou que o prazo de suspensão das visitas íntimas e sociais termina nesta sexta (31) e que a mudança no procedimento é analisada de acordo com o cenário e de forma gradativa, a fim de preservar a saúde de detentos e funcionários do sistema prisional.

Em nota, a pasta disse ainda que preza pela segurança e ordem nas unidades prisionais e conta com uma Diretoria de Inteligência Prisional, que atua em parceria com os demais grupos de inteligência das forças de segurança no Espírito Santo para coibir ocorrências incitadas por lideranças criminosas dentro e fora das unidades.

A Sejus ressaltou que a alimentação ofertada nas unidades é supervisionada por nutricionistas e que “não comunga com práticas de tortura de qualquer natureza”.

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