Governo Federal atende os mais vulneráveis durante pandemia

Governo Federal atende os mais vulneráveis durante pandemia

Mãe de uma filha de 7 anos, Claudiene Ferreira é cabeleireira e tem um salão de beleza que é sua fonte de renda para sustentar a casa

O auxílio emergencial pago pelo Governo Federal à parcela da população que mais sofre com os efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus chegou a mais da metade dos lares das regiões Norte e Nordeste. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Um desses lares é o de Claudiane Ferreira de Sousa, de 35 anos, que vive em Coroatá, interior do Maranhão. Mãe de uma filha de 7 anos, Claudiene é cabeleireira e tem um salão de beleza que é sua fonte de renda para sustentar a casa. Com a pandemia e o comércio fechado, ela contou que passou por uma situação difícil.

 “De repente, me vi diante de uma pandemia que assolava o mundo inteiro em que a única defesa é o distanciamento social onde as pessoas não teriam como vir fazer uma unha, um cabelo. Não tendo cliente, não tem como ter uma renda para pelo menos pagar nossas contas e ter uma dignidade de dizer que honramos com nossos compromissos”, relatou Claudiane Ferreira.

Sem renda, a cabeleireira recorreu ao auxílio emergencial. “De repente, nos vimos desamparados e sem saber o que fazer, como agir, e o auxílio emergencial veio como um socorro, veio salvar a gente dessa preocupação de como alimentar nossos filhos, pagar uma conta e comprar um pão, uma comida”, afirmou.

O auxílio emergencial chegou a 38,7% dos domicílios brasileiros em maio, de acordo com a Pnad Covid-19. No Norte e no Nordeste, o percentual superou 50%.

Benefício chegou aos mais vulneráveis

Análise da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia indica que o benefício está concentrado nos 30% mais pobres da população e representou 93% do rendimento dessas famílias. E para 23 milhões de domicílios, a transferência de recursos permitiu um ganho de renda para as pessoas.

Na avaliação da secretaria, a medida conseguiu atender aos objetivos ao se concentrar nos trabalhadores informais e nos indivíduos, tanto os que estão sem ocupação como fora da força de trabalho, em especial, nas faixas mais baixas da distribuição de renda.

Dados do Governo Federal mostram que o pagamento do auxílio emergencial, em parcelas de R$ 600 e R$ 1,2 mil, já chegou a 65,2 milhões de pessoas, num investimento de R$ 121,1 bilhões. Quando se leva em conta os integrantes dessas famílias, o benefício impactou 124,2 milhões de cidadãos direta ou indiretamente.

 

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