Governo da Colômbia é denunciado por violência contra manifestantes e assassinatos


A organização Defender a Liberdade detalhou que entre 28 de abril e 1º de maio ocorreram 21 homicídios e 503 prisões em todo o país.

Organizações sociais denunciaram na noite deste domingo(2), novas ações de repressão das forças de segurança colombianas contra civis e manifestantes em várias cidades do país.

Segundo informações da cidade de Palmira, Valle del Cauca, onde foram registradas as ações mais violentas, mais de 30 desaparecidos e pelo menos três mortes são estimadas.

Diante da gravíssima situação em Palmira e Cali, os manifestantes solicitaram a presença de organizações de direitos humanos para verificar as violações cometidas por membros do Exército e do Esquadrão Móvel Antimotim (Esmad).

Os denunciantes indicaram que, na cidade de Palmira, as tropas do Exército não permitiram ajudar os feridos pela repressão.

“O que está acontecendo na reta Cali Palmira tem que ser conhecido em toda a Colômbia, o exército está atirando em civis, denunciam as organizações de direitos humanos. 

De acordo com o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento e a Paz (Indepaz), coletando informações de várias organizações de direitos humanos e sindicatos, na cidade de Cali, houve pelo menos 10 assassinatos. 

Por sua vez, a organização Defender a Liberdade detalhou que entre 28 de abril e 1º de maio ocorreram 21 homicídios, 503 detenções (em sua maioria arbitrárias), 10 casos de violência sexual perpetrada por policiais contra mulheres, 42 casos de abusos contra defensores dos direitos humanos, 208 feridos e 18 manifestantes com ferimentos nos olhos.

Embora o presidente Duque tenha anunciado a retirada do projeto de reforma tributária, estopim das manifestações, os colombianos continuam nas ruas, informa a Telesul

(Foto: Reprodução)

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