Goiás sobe uma posição no Ranking de Competitividade dos Estados

O estado de Goiás voltou a ganhar posições no Ranking da Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). A média geral da unidade da Federação ficou em 47,2 pontos, pouco abaixo do índice geral do país, que ficou em 47,5. O ente federado agora ocupa a 12ª posição no ranking, uma a mais do que em 2019. Entre 2018 e o ano passado, o estado caiu três posições.

O CLP avalia 10 pilares ao todo, com 69 indicadores. Goiás apresentou evolução em infraestrutura e potencial de mercado, mas caiu no quesito eficiência da máquina pública, sustentabilidade social, segurança pública e sustentabilidade ambiental. Não houve alteração nas avaliações de educação, solidez fiscal e capital humano. 

No quesito específico da inovação, Goiás está bem abaixo da média nacional. O estado tem nota geral de 24,6 pontos e ocupa a 20ª posição entre as unidades da Federação. A média do Brasil é de 42,8 e os entes federados melhores colocados nesse pilar são São Paulo (100), Rio Grande do Sul (92,3) e Santa Catarina (85,4). 

“Todo esse fluxo de análise, um depende do outro. Em busca de cenários promissores que a gente tem, cada vez mais, defendido das boas práticas e bem como ações estratégicas em prol da ciência, tecnologia e inovação. Sabemos dos gargalos que precisam ser superados”, avaliou Alessandra Brito, assessora executiva do Conselho Temático de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CDTI) da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), durante um webinar com o setor empresarial goiano. 

Segundo a Fieg, com base em pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), para 29% das empresas, a importância de adotar práticas inovadoras ainda é apenas média e para outras, baixa ou muito baixa. A entidade avalia que há gargalos no segmento da inovação em território nacional, como falta de pessoal qualificado para inovar, falta de recursos financeiros, falta de acesso a crédito e desmotivação do ramo empresarial. 

“O Brasil tem um ambiente propício para inovação, mas precisamos fazer acontecer as práticas de políticas públicas coordenadas. Isso é um certo bloqueio para que a ciência, tecnologia e inovação tenha condição de maximizar o cenário diante o empresário”, diz Alessandra Brito. 

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Índice de confiança do empresário

A Fieg publicou em outubro os resultados da pesquisa sobre a confiança empresarial em Goiás. O Índice de Confiança do Empresarial Industrial Goiano ficou em 61,5 pontos, tendo 0,4 ponto de queda em comparação com outubro de 2019 e 1,1 ponto de redução frente a setembro deste ano. 

A metodologia do levantamento avalia o índice de 0 a 100 pontos, sendo que resultados acima de 50 indicam aumento da confiança.

Segundo a Fieg, todos os portes de empresas pesquisados têm apresentado comportamento otimista. Os negócios de pequeno porte encerraram setembro com índice em 62,1 pontos, resultado abaixo do observado no mês anterior, mas estável frente a outubro de 2019. As empresas de médio porte também apresentaram confiança menos intensa do que em setembro, porém frente a outubro do ano passado, aumentaram 2,2 pontos. Já as empresas de grande porte seguem com a confiança em alta, aumento de 1,4 pontos frente ao mês anterior.

Foto: EBC

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