General israelense diz que seu exército está preparado para nova guerra contra palestinos na Faixa de Gaza


Sputnik – Durante uma entrevista nesta quinta-feira (3) o major-general Eliezer Toledano, chefe do Comando Sul das Forças de Defesa de Israel, disse que as FDI limitaram sua recente guerra em Gaza devido à pressão civil “na frente interna”, mas sublinhou que os militares estão “totalmente preparados” para continuar se for necessário.

Enquanto a maioria dos projéteis do movimento Hamas foi interceptada pelo sistema de defesa aérea israelense Cúpula de Ferro, Gaza pelo contrário tem poucas capacidades de defesa antiaérea.

Os mísseis israelenses atingiram prédios de apartamentos na cidade densamente povoada, matando 254 pessoas, 67 das quais eram crianças e 80 eram militantes, de acordo com as autoridades de saúde locais e o Hamas. Em Israel, 12 civis, incluindo duas crianças, foram mortos por foguetes do Hamas.

“A operação terminou, ou pelo menos a sua primeira fase. A próxima etapa acontecerá se virmos que a situação de segurança mudou”, disse Toledano ao Channel 13, citado pelo Times of Israel.

Durante o recente confronto militar foram realizados cerca de 1.500 ataques aéreos contra alvos na Faixa de Gaza, que, de acordo com as FDI, visaram combatentes do Hamas e suas instalações. Por sua vez, o braço militar do Hamas – as Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, durante os 11 dias de guerra, dispararam mais de 4.300 foguetes e morteiros contra Israel.

“Não temos operações como esta toda as semana ou todo o mês porque entendemos o fardo que isso representa para os civis, especialmente na frente interna. E, portanto, quando lançamos esta operação tivemos que aproveitá-la ao máximo”, explicou o militar israelense, acrescentando que “estas guerras são complicadas em termos dos foguetes”.

“Estamos totalmente preparados para continuar a partir do 11º dia, com o 12º dia, com o 13º dia. Tudo depende da situação de segurança. Se tivermos sucesso com esta primeira etapa, isso é ótimo. Se não tivermos, teremos que continuar”, concluiu Toledano.

Um dos motivos que provocou o confronto militar foi o despejo de famílias palestinas de algumas áreas de Jerusalém Oriental.

(Foto: REUTERS)