Gato que foi ferido com vergalhão no Espírito Santo foge de abrigo onde recebia tratamento

O animal foi resgatado depois de ter sofrido maus-tratos e estava sendo cuidado por uma protetora de animais. Ele fugiu da casinha durante a madrugada desta quarta-feira (2).

Por Any Cometti, G1 ES

Gato Guerreiro, em recuperação, depois de ter sido ferido com um vergalhão na cabeça. — Foto: Reprodução/Instagram

Gato Guerreiro, em recuperação, depois de ter sido ferido com um vergalhão na cabeça. — Foto: Reprodução/Instagram

O gato que foi resgatado por protetores de animais após ser torturado e ferido com um vergalhão em Linhares, no Norte do Espírito Santo, fugiu, na madrugada desta quarta-feira (2), do local onde estava sendo cuidado, no bairro Jardim Laguna.

O comunicado foi feito pela organização Apoio Independente aos Protetores de Animais, por meio das redes sociais.

Segundo a publicação, o gato, batizado como Guerreiro, estava em uma casinha considerada segura, dentro de um ambiente fechado, e recebia cuidados de uma voluntária experiente em gatos.

Como tratamento, o animal estava tomando medicações e fazendo ozonioterapia.

“Ele já estava muito bem, comendo bem e muito esperto”, declarou a organização. Entretanto, o animal era “ainda muito arredio e desconfiado com humanos”, o que pode ter levado à fuga.

Caso o animal seja encontrado, o telefone de contato da instituição é (27) 99738-4992 ou (27) 99942-1694.

 

Guerreiro foi encontrado no dia 23 de novembro por protetores de animais. Ele estava preso em uma gaiola com um pedaço de vergalhão atravessado sob a pele, na região da cabeça.

Imagem do momento em que Guerreiro foi encontrado em Linhares, no ES — Foto: Divulgação

Imagem do momento em que Guerreiro foi encontrado em Linhares, no ES — Foto: Divulgação

Segundo os relatos, o gato teria passado a noite preso na armadilha. O suspeito de ter ferido o gato é Victor Brandão Machado, de 43 anos, que foi preso três dias depois.

Ele é servidor da Prefeitura de Linhares. Segundo o município, foi aberto um processo administrativo para avaliar a conduta do servidor.

O caso está sendo acompanhado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-Tratos Contra os Animais da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales).

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