Gaeco realiza 2ª fase de operação contra organização criminosa que falsificava registros de carro em MG, SP e ES

 

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realizou na quarta-feira (12) a 2ª fase da Operação “True-False”. Durante a ação, foi preso um indivíduo, de idade não revelada, apontado como chefe da organização criminosa com atuação nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo.

De acordo com o órgão, o grupo praticava fraudes relacionadas ao emplacamento de veículos, falsificação de documentos públicos e privados e falsidade ideológica em MG, SP e ES.

No dia 16 de abril, o G1 mostrou que a 1ª fase foi realizada. Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos municípios de Carangola, Reduto, Manhuaçu, Guaçuí e Campinas.

Segundo o MPMG, o indivíduo preso estava foragido da Justiça desde 16 de abril de 2021, quando foi deflagrada a 1ª fase da “True-False”.

Conforme o órgão, ele foi detido em um hotel no município de Guaçuí (ES) após monitoramento e utilização de técnicas especiais de investigação dos agentes dos Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos) de Minas Gerais e do Espírito Santo, com o apoio da Polícia Militar (PM).

Com o foragido, apontado como autor de golpes em Minas Gerais e no Espírito Santo, foram apreendidos documentos de terceiros e aparelho celular, além de materiais que podem contribuir na apuração dos crimes praticados pela organização criminosa.

Segundo o promotor de Justiça Breno Costa da Silva Coelho, coordenador do Gaeco Zona da Mata, o indivíduo preso foi denunciado pelo MPMG em março deste ano, na comarca de Carangola (MG), por associação criminosa, falsificação de documento particular, falsidade ideológica e corrupção ativa.

A operação contou com a participação de promotores de Justiça dos dois estados, além de servidores dos MP de Minas Gerais e do Espírito Santo, policiais militares capixabas e servidores públicos estaduais.

Durante a 1ª fase, realizada no mês de abril, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos municípios de Carangola (MG), Reduto (MG), Manhuaçu (MG), Guaçuí (ES) e Campinas (SP).

Na ocasião, os investigadores apreenderam R$ 7 mil, mídias diversas, computadores, celulares e documentos. Uma pessoa foi presa no estado de São Paulo.

De acordo com as investigações, o grupo criminoso criou uma espécie de “comércio ilícito de CRVs” em Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, com atuação, inclusive, junto a outras organizações criminosas independentes.

“As recentes provas produzidas no procedimento investigatório indicam que a associação criminosa desvelada em Carangola possui conexão com outras associações e organizações autônomas, havendo fortes indícios no sentido do envolvimento de despachantes, empresários e agentes públicos que exercem as funções junto aos Detrans, sendo usual a utilização de ‘laranjas’ e pessoas jurídicas ‘fantasmas’ para a concretização dos delitos”, afirmou o promotor de Justiça Breno Costa da Silva Coelho.

PM também auxiliou nos trabalhos da Operação 'True-False' realizada na Zona da Mata mineira — Foto: MPMG/Divulgação

PM também auxiliou nos trabalhos da Operação ‘True-False’ realizada na Zona da Mata mineira — Foto: MPMG/Divulgação

Segunda fase da operação foi realizada em ES e MG — Foto: MPMG/Divuglação

Segunda fase da operação foi realizada em ES e MG — Foto: MPMG/Divuglação


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