Francisquense Vitória Marchioli morre aos 12 anos de idade

Faleceu neste domingo, 28 de março de 2021, a pequena Vitória Marchioli. Ela faria 13 anos em setembro.

Ela teve pneumonia e seu estado de saúde se agravou. Sem leito de UTI no hospital de Barra de São Francisco, devido à Covid-19 e também sem conseguir transferência para uma unidade adequada, ela não resistiu.

Nas redes sociais, amigos e familiares lamentaram e morte da pequena e que era muito querida por todos. Várias pessoas deixaram mensagens de conforto aos familiares.

Filha de Jocilene da Silva Marchioli e Ronaldo Marchioli, ela nasceu em Barra de São Francisco no dia 13 de setembro de 2008, com uma síndrome rara chamada Síndrome de Treacher Collins. Esta condição fez com que 40 ossos de sua face não se desenvolvessem corretamente.

Quando Vitória era bebê, tinha os olhos, boca e nariz deslocados e os médicos duvidavam que ela fosse sobreviver. Aos seis meses de gestação, os médicos detectaram más formações graves e sugeriram que Jocilene abortasse.

Os doutores disseram que minha menina não sobreviveria e me aconselharam a abortar e doar os órgãos. Mas decidi que minha filha ia nascer. Tenho uma fé muito grande e creio que, se é Deus que dá a vida, só Ele pode tirá-la”, disse Jocilene em entrevista quando a pequena Vitória completou 9 anos de idade.

Conheça mais sobre a história da pequena Vitória Marchioli

A Vitória foi só vitória. Ela mudou a visão de muitos médicos no Brasil e também nos Estados Unidos.

Após ter passado por três cirurgias no Brasil, um médico que soube do caso, entrou em contato com Jocilene e Ronaldo para oferecer a ajuda em intermediar o caso com um hospital americano. O casal aceitou a ajuda e em dezembro de 2012 eles foram chamados para iniciar uma série de cirurgias que teve início em 2013 e que no decorrer dos anos, ajudou a melhorar a qualidade de vida da filha. “

A cesariana ocorreu normalmente e até escutei seu chorinho na sequência do parto. Na mesma hora, os médicos evitaram que eu tivesse contato com ela, mas insisti: queria ver minha filha! Ao olhar para ela, senti algo muito inspirador. Alguma coisa me dizia que ela ia ficar mais tempo comigo. Nem me importei com a aparência da Vitória: ela nasceu com uma abertura na face, com apenas um olhinho, 40% dos ossos do rosto não formados, sem nariz nem céu da boca e com a cabeça reduzida”, contou Jocilene.

Na época a mãe lembrou que após o parto, os médicos acreditavam que Vitória não viveria mais do que dois dias.

Nos orientaram a comprar um caixãozinho e aguardar sua morte. Só que o tempo foi passando e, depois de 48 horas, Vitória continuava viva. Foi um verdadeiro milagre! Implorei para ver minha filha e aí descobri que não a estavam alimentando, pois não acreditavam na sua sobrevivência. Fiquei indignada! Aí, tiraram um pouco do meu leite e deram para ela. Foi a primeira vez que peguei a Vitória no colo. Como a situação dela era delicada, fomos encaminhados para outro hospital público na capital. Esse foi só o primeiro passo de uma longa jornada de inúmeras visitas e internações em diferentes instituições”, afirmou Jocilene na época.

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