Fotografias que contam a história de Nova Venécia

» O fotógrafo Cizernandes Sandes

Acervo de Cizernandes Sanches tem imagem do Hospital Dr. Renato Araújo Maia, primeira unidade hospitalar do Município e Avenida Vitória, em 1920

Para homenagear Nova Venécia em seus 67 anos de emancipação, A Notícia traz fotografias que relatam um pouco a trajetória do desenvolvimento do Município, tudo em cliques. A reportagem especial é de Cintia Zaché.

Com relíquias que datam de registros em 1920, o fotógrafo Cizernandes Sandes, 65 anos, abriu parte de seu acervo, para trazer um pouco de nostalgia a quem quer reviver os tempos passados.

A imagem da Avenida Vitória em 1920, por exemplo, é uma das gravuras que o fotógrafo tem restaurada. “Esse tipo de trabalho hoje em dia está mais acessível, mas era muito caro. Restaurar fotografias leva tempo, dedicação. Eu já gastei bastante dinheiro para requisitar esse serviço, mas tenho orgulho do meu acervo”, diz Cizernandes.

Entre as preciosidades a coleção soma retratos de eventos políticos, a famosa era de ouro do futebol veneciano e momentos festivos da sociedade.

Uma das fotos emblemáticas é a comemoração de emancipação política em Nova Venécia, quando a cidade tinha só 14 anos de existência. Tem também a primeira vez que o time carioca, Vasco da Gama esteve por aqui, o time Veneciano na década de 1950, o América Futebol Clube, 1956, fundado por Américo Rodor, que também está na foto. Ainda, a chegada do primeiro trio elétrico na década de 1970, a inauguração da ponte Cristiano Dias Lopes em 1968, com a presença do homenageado que leva o nome da via e a esposa.

Na área da saúde, a fotografia do primeiro hospital de Nova Venécia, o Dr. Araújo Maia, registro de 1952. A rua Colatina, na década de 1950, o saudoso Itatiaia Clube com suas famosas festas, e os desfiles de 07 de Setembro, que abalavam a cidade.

Cizernandes ainda possui a fotografia do primeiro cartão postal feito para Nova Venécia, o registro de uma excursão na Pedra do Elefante, na década de 1950. “Como o local tinha onça, na foto pode ser visto o comandante do passeio, com uma espingarda na mão”, conta.

Prefeitos, gente que ajudou no desenvolvimento local, como seu Zenor Pedrosa Rocha e famílias que trabalhavam com a exploração de madeira, granito, também se encontram nos acervos do fotógrafo.

Cizernandes afirma que pretende fazer uma galeria permanente com seu material fotográfico. “Na fotografia eu iniciei há uns 25 anos, antes eu era pedreiro. Me apaixonei pela profissão, o pessoal começou a me chamar para fotografar. Hoje tenho os registros em minha casa guardados, muitas coisas fotografei, outras ganhei de amigos, restaurei. Creio que ter tudo isso exposto será mais interessante, do que em minha casa guardado. Não tenho preferência por uma delas, brinco que esse acervo é como filhos, cada foto tem suas peculiaridades. Tenho carinho e paixão por tudo isso aqui, quem sabe poderemos ver essas relíquias expostas!”, comenta.

 

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