Foragido da Operação Piànjú é preso no Norte do Espírito Santo

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Divisão Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV/DEIC), e o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Delegacia de Polícia de Pinheiros e do serviço reservado da Polícia Militar, após intenso trabalho de inteligência, identificou, localizou e prendeu na quarta-feira (13), mais um alvo foragido da Operação Piànjú. I.J.O, de 66 anos, foi preso no bairro Jundiá, em Pinheiros, na região Norte do Estado. Ao ser abordado, não resistiu à prisão.

Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva contra ele. O suspeito possui pelo menos 10 carteiras de identidade (ou Registro Geral – R.G.) falsas, o que constitui crime de falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal) apenas em relação aos dados, pois os documentos eram materialmente verdadeiros, tendo sido emitidos pela própria Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC) da PCES.
O suspeito, por meio da empresa fictícia Comercial Alds Ltda., registrada no nome dele, teria movimentado mais de R$ 7 milhões. Após ser preso, foi encaminhado para a Divisão Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) e, depois de passar pelos procedimentos de praxe, foi encaminhado ao Centro de Triagem de Viana (CTV).

Operação Pianjú

No dia 15 de
dezembro de 2020, a megaoperação denominada “Operação Pianjú” desarticulou uma
organização criminosa, com atuação interestadual e internacional. Dez
empresários foram detidos na ocasião — quatro no Espírito Santo, cinco em São
Paulo e um no Ceará.

A operação ocorreu
de forma simultânea em quatro Estados. No Espírito Santo, foram cumpridos
mandados de prisão e de busca e apreensão nos municípios de Vitória, Vila
Velha, Serra e Cariacica. Em São Paulo a operação foi realizada na Capital, em
Santos e em Jaguariúna. Também foram cumpridos mandados em Fortaleza (CE) e em
Maceió (AL).

Investigações

A operação Piànjù é
fruto de uma investigação conduzida por dois anos que encontrou uma célula de
uma organização criminosa que atuava no Espírito Santo. Essa associação era
composta por dois grandes empresários capixabas e diversos outros membros, que
agiam como “prestadoras de serviços” de lavagem de capitais para outras
organizações criminosas.

O grupo criminoso
desarticulado atuava de forma estruturada com a finalidade de praticar diversos
crimes, entre eles: organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsificação de
documentos públicos e particulares, inserção de dados falsos em sistemas
informatizados, falsidade ideológica, estelionato e falsa comunicação de crime.

O esquema criminoso
foi descoberto a partir de um falso comunicado de roubo de um caminhão. Foi
verificado que o caminhão não existia fisicamente e que só constava no banco de
dados do Detran e do Renavan. Esses caminhões “fantasmas” serviam de patrimônio
para empresas, para que pudessem enviar dinheiro para a China e para os Estados
Unidos.

Na primeira fase da
investigação, identificou-se que o dinheiro era enviado por determinadas
empresas envolvidas em outros crimes. Agora, está em apuração se esses recursos
pertenciam às companhias do Espírito Santo e de quais atividades eram
provenientes. Os empresários do Estado ficavam com uma parte do dinheiro e
enviavam o restante para fora do país, pagando impostos para fugir das
fiscalizações dos órgãos de controle.

 

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