Família em despejo: dados bancários estão inativos e pais com cinco crianças correm o risco morar na rua

» Almerinda dos Santos mostra as contas de energia e água. Pela lei, a Prefeitura não pode quitar os débitos

Com contagem regressiva para serem despejados, o casal, Almerinda dos Santos, 40 anos, e Geone Verli, 35, disponibilizou sem querer, uma conta inativa e leitores não tiveram sucesso ao tentar fazer doações.

De acordo com a Rede Notícia, que está tentando ajudar a família, o equívoco aconteceu porque a única conta bancária que a família tinha, já havia sido encerrada, já que era conta salário do filho da Almerinda, de quando ele trabalhava em uma empresa veneciana. “Ninguém sabia que a conta havia sido fechada, se não recebemos ajuda, vamos morar embaixo da lona”, diz a dona de casa.

A equipe de reportagem divulga que a nova conta para depósito é da tia da Almerinda, e a família pode ser despejada até o próximo dia 28, se não quitar as contas de água e luz. Lembrando que, na casa moram dez pessoas, entre elas, cinco crianças, incluindo um bebê de um mês, duas de um ano, outra de cinco anos e uma de 10 anos, além de um adolescente de 14 anos.

Para quem quiser ajudar, seguem os dados para depósito.
Caixa Econômica Federal
Agência: 0556
Operação: 013
Conta Poupança : 00061944-8 (Rozilene Novais).

Informações: 98867-7943 (Almerinda)

Família veneciana será despejada caso não quite talões de energia e água

O casal Almerinda dos Santos, 40 anos, e Geone Verli, 35, está vivendo uma situação de desespero. Com sete meses de contas de energia e água atrasadas, a família, com cinco crianças e um adolescente, que reside no bairro Filomena, tem prazo até próximo dia 28 para não ser excluída do Programa Aluguel Social. “Eu nem durmo mais direito, teremos que ir morar debaixo de uma lona, não temos como pagar esse valor. Meu marido já tentou até suicídio”, desabafa Almerinda.

De acordo com a Almerinda, a soma dos talões chegou a R$ 3,7 mil. “Era para termos saído da casa já, mas a assistente social prolongou o prazo para que pudéssemos tentar resolver a situação. Só que, como todos estão desempregados, o dinheiro que meu filho recebeu do Auxílio Emergencial (Governo Federal), foi para comprar comida, junto com o Bolsa Família, para sustentar 10 pessoas”, fala.

Além do casal, mais cinco crianças, sendo uma de um mês de idade, duas de um ano, outra de cinco anos e uma de 10 anos, além de um adolescente de 14 anos, moram na casa. Duas delas são netas do casal, que ainda tem mais um filho de 22 anos, que mora na casa, e a nora. Todos estão desempregados, inclusive o Geone, que por não ter de onde tirar o sustento da família, já tentou o suicídio e de acordo com a Almerinda, o esposo passou a fazer tratamento no Centro de Atenção Psicossocial (Caps). “Ele sempre trabalhou, mas agora vive nessa situação. Passa o dia calado, às vezes não come, está perdendo os dentes. Ele vive dizendo que não vale nada e que quer ter de volta o serviço dele. Sempre deu duro na roça, meu filho também”, diz.

A equipe de reportagem entrou em contato com a Secretaria de Ação Social, que confirmou todo o caso e relatou que, infelizmente, por conta da lei, a prefeitura não pode quitar a dívida da família e que o casal vai perder o benefício do Aluguel Social, caso não pague as pendências, pois também é pré-requisito para quem está incluso no Programa. “Nós não queremos que essa situação aconteça, mas ficamos impossibilitados de fazer algo por conta das leis, que não permitem que pagamos essas contas de água e energia. Só podemos pagar o Aluguel Social, como já fazemos”, explica a secretária Municipal de Ação Social, Herileny Teresa Pratte do Nascimento Borges.

 

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