Família de Nova Venécia enfrenta a fome e precisa de doação

» Após escutar o áudio da mãe de dois filhos dizendo que estava passando fome, o fotógrafo João Júnior iniciou a campanha para recolher alimentos para a família. Já Sônia Pilon, é uma das apoiadoras da campanha e relata a ausência das refeições que alunos tinham na escola

Sem conseguir o Auxílio Emergencial, pai está desempregado após a chegada da pandemia do novo cornavírus. Duas crianças menores de idade não têm o que comer dentro de casa


Em meio às diversas consequências trazidas com a chegada do novo coronavírus, a fome é uma delas. Um pedido de ajuda de uma mãe desesperada, sem nada o que comer em casa, atraiu a atenção do fotógrafo João Júnior, que, de imediato, juntou os amigos e clientes da sua loja, e começou uma campanha para recolher alimentos. “Cheguei em casa e a minha esposa veio me mostrar um áudio. Era uma mãe de duas crianças dizendo que estavam com fome e que nada tinham em casa, aquilo me cortou o coração, eu já passei fome, sei o que é, resolvi ajudar e comecei a pedir apoio aos amigos”, fala.

De acordo com João Júnior, além da mulher desempregada, a pandemia pegou o marido também de surpresa. “Ele ficou sem emprego, imagine a dificuldade, a fome dói e ainda, eles têm dois filhos menores de 10 anos. Não é fácil gente, eu tenho filhas, você ter que ver suas crianças com fome e nada poder fazer, meu Deus”, disse João Junior.

Segundo o comerciante, o pai desempregado ainda tem um problema crônico nos rins. “O interessante seria essa família ter alimentos doados que suprissem ao menos por dois meses, para que possam tentar buscar um emprego”, explica.

“Cheguei em casa e a minha esposa veio me mostrar um áudio. Era uma mãe de duas crianças dizendo que estavam com fome e que nada tinham em casa”

João Júnior, fotógrafo e idealizador da campanha

João Júnior ainda divulga que a família, que mora no bairro Aeroporto, não conseguiu o Auxílio Emergencial do Governo Federal, e a situação ficou ainda mais complicada. “Estamos recebendo as doações e vamos prestar conta de tudo nas redes sociais e na imprensa. O povo veneciano tem um coração enorme, vai dar certo”, diz.
Caso o número de alimentos ultrapasse o previsto, a intenção do comerciante é ajudar outras famílias, que também estão precisando. “Quem sabe não iremos conseguir matar a fome de 10 famílias, não é? Cada um fazendo o que pode, tenho certeza que esses lares, essas crianças, vão ter o que comer”, relata.

A diretora da Escola Municipal veneciano, Sônia Pilon, é uma entre as pessoas engajadas na campanha. “Os Programas de Assistência às Famílias são verdadeiros atenuantes. As crianças continuam sendo assistidas, porém, elas deixaram de receber duas refeições nas escolas, e isso, com certeza, gerou um desconforto e muitos gastos em suas casas. Com a ausência da demanda do trabalho diário, os pais estão tendo, certamente, uma grande dificuldade em suprir as necessidades do alimento e atenuar a fome de muitos. Só a “corrente do bem” , que é feita pela comunidade, com muito carinho, zelo e responsabilidade, para amenizar a dor de muitas famílias. Tenho esperança de que isso passe mais rápido”, diz Sônia.

Para quem deseja ajudar, a Loja João Júnior Fotografia (ao lado da Casa do Alumínio), e a sua residência (Rua Drago, 307, Rúbia) são pontos de coleta. Também, João Júnior informou que vai à casa de quem precisar, para buscar as doações. Informações: 99986-0577 (João Júnior)

Reportagem: Cintia Zache – redenoticiaes

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