Falsos personal trainers são indiciados por exercício ilegal da profissão no Espírito Santo

De acordo com a Polícia, eles aproveitaram o período de pandemia para prestar serviços de consultoria. Nenhum deles tinha registro no Conselho Regional de Educação Física (CREF).

Por Kaique Dias, G1 ES e TV Gazeta

Quatro falsos personal trainers foram indiciados pela Polícia Civil do Espírito Santo por exercício ilegal da profissão, propaganda enganosa e anúncio de atividade que pode causar risco ao consumidor. Um deles é agente da Guarda Municipal de Vitória.

Segundo a polícia, os quatro são homens, das cidades de Vitória, Cariacica, Serra e Viana, e têm entre 25 e 34 anos. Os nomes deles não foram divulgados.

De acordo com as investigações da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), os suspeitos aproveitaram a procura por consultoria em atividade física durante a pandemia do coronavírus para ofertar serviços.

Porém, eles não têm registro no Conselho Regional de Educação Física (CREF) para a prática.

Alguns chegaram a fazer propaganda dos serviços e até ofereciam consultoria na área de nutrição. De acordo com a polícia, essa é uma prática considerada comum, porque, em geral, os responsáveis acham que não serão penalizados sobre o delito.

“A denúncia partiu do Conselho Regional de Educação Física (CREF), de que pessoas que não são registradas estavam praticando, ministrando e vendendo consultorias e aulas on-line de forma ilegal. Os serviços eram claramente ofertados. Agora, eles vão ser processados por exercício ilegal da profissão, propaganda enganosa, e por praticar uma atividade que poderia colocar as pessoas em risco”, explicou o titular da DRCC, Brenno Andrade.

A pena por esse tipo de crime pode ser de prisão por até 2,5 anos. Eles podem, ainda, ser penalizados com pagamento de indenização às pessoas afetadas.

O nome do guarda municipal envolvido no caso será repassado à Corregedoria da Guarda Municipal.

A prefeitura disse que ainda não foi notificada sobre o caso, mas declarou que, assim que for, vai abrir um Processo Administrativo Disciplinar interno para apurar o caso.

Além do guarda, um dos presos era estagiário de educação física e outro disse à polícia que se formou, mas não tinham habilitação no Conselho para a prática. O quarto preso estava desempregado.

“Fica o alerta para as pessoas: nesse período de pandemia, com a busca pela prática de atividades físicas ao ar livre, tem que conferir se esse profissional é devidamente habilitada, sob o risco de você se lesionar, fazer alguma atividade prejudicial para você”, disse o delegado.

 

Leia mais

Leia também