Ex-policial Hilário Frasson presta depoimento em investigação sobre venda de sentença no Espírito Santo

O ex-policial civil Hilário Frasson prestou depoimento nesta segunda-feira (19) ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES), que investiga a suspeita de venda de sentença na Serra. A informação é da TV Gazeta.

Hilário chegou ao depoimento em um carro descaracterizado e escoltado por agentes penitenciários e policiais. O ex-policial estava algemado e com o uniforme da penitenciária onde está preso, acusado de mandar matar a ex-mulher, a médica Milena Gottardi, em 2017.

O Ministério Público não deu mais detalhes sobre o depoimento do Hilário Frasson.

O suposto esquema de venda de sentença foi descoberto durante as investigações do assassinato da médica. As conversas não teriam ligação com o assassinato. No celular do ex-policial foram encontradas diversas mensagens trocadas com o juiz Alexandre Farina.

A investigação do Ministério Público mostrou que dinheiro seria pago pelo empresário Eudes Cecato para que ele fosse beneficiado em um processo que tratava de questões imobiliárias.

O inquérito do Tribunal de Justiça revela que o magistrado Alexandre Farina interferiu no julgamento de um processo, cuja sentença foi proferida pelo magistrado Carlos Gutmann, em troca de contraprestação financeira.

As investigações levaram aos afastamentos dos juízes.

As conversas não falam em valores. A sentença do juiz Carlos Gutmann foi favorável ao empresário que o policial e o juiz tentaram ajudar, mas a decisão foi revertida em segunda instância pelo tribunal de Justiça.

As defesas dos magistrados negam que eles tenham cometido irregularidades.

“A decisão do Tribunal Pleno foi uma surpresa para todos nós, tendo em vista que o inquérito visa apurar fatos de 2017 e que, portanto, não possuem contemporaneidade para uma medida tão drástica como uma cautelar penal. De toda sorte, como ainda não foi nos dado acesso e nem intimados, não temos condições de analisa lá de forma mais acurada, mas assim que uma coisa ou outra acontecer iremos tomas as medidas necessárias. O juiz Alexandre farina Lopes continua a disposição da Justiça capixaba, da mesma forma como sempre se portou nesses mais de 18 anos dedicados a magistratura, ou seja, com todo respeito necessário ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo”, disse a defesa de Farina.

“Não existe qualquer mensagem enviada ou recebida pelo Dr. Gutmann em toda investigação. A defesa reitera que o magistrado é inocente e que esclarecerá a verdade rapidamente”, disse a defesa de Gutmann.

Hilário Frasson em janeiro de 2018

Hilário Frasson em janeiro de 2018


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