Ex-namorado é condenado pela morte de Gabriela Chermont 24 anos após o crime

Gabriela morreu em 1996 após cair da sacada do 12º andar de um prédio em Vitória. Empresário Luiz Claudio Ferreira Sardenberg alegava que vítima cometeu suicídio, mas foi condenado nesta quinta-feira (12) a 23 anos e três meses de prisão.

Gabriela Regattieri Chermont morreu aos 19 anos em Vitória

O empresário Luiz Claudio Ferreira Sardenberg foi condenado a 23 anos e três meses de prisão pela morte da ex-namorada Gabriela Regattieri Chermont. O julgamento durou três dias e a sentença foi proferida na noite desta quinta-feira (12).

Sardenberg foi acusado de ter jogado Gabriela Regattieri Chermont da sacada do 12º andar de um prédio na Mata da Praia, em Vitória, em 21 de setembro de 1996. A conclusão do caso acontece 24 anos após o crime, depois de o julgamento ter sido adiado por nove vezes.

“É a lei da ação e reação. Ele está tendo a reação adequada para a ação dele. [A condenação] chegou na hora certa. Finalmente, honrada a memória de Gabriela e que ela descanse em paz. Eu não tive dúvida da condenação, nunca tive”, disse a mãe de Gabriela, Eroteides Regattieri.

A defesa do empresário alegava que Gabriela cometeu suicídio. Entretanto, a versão sempre foi confrontada pela família da vítima.

“Três dias de muita luta. Conseguimos provar que, realmente, o réu é culpado. Ele matou Gabriela de forma fria, calculista, por motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vitima. Provamos que inúmeras lesões foram causadas antes da queda. Sardenberg, antes de matar Gabriela, ele a torturou. Motivo pelo qual o Conselho de Sentença reconheceu que ele bateu e, na sequência, jogou Gabriela”, disse Cristiano Medina, advogado da família de Gabriela.

Sardenberg deixou o Fórum Criminal de Vitória, na Cidade Alta, preso e em uma viatura da Polícia Militar.

Gabriela Regattieri Chermont morreu após cair do 12º andar do Apart Hotel La Residence, na Mata da Praia, em 21 de setembro de 1996. Luiz Cláudio Ferreira Sardenberg, seu ex-namorado, foi acusado como o responsável pelo crime — sua defesa alega que a jovem teria cometido suicídio.

De acordo com informações do processo, Gabriela e Luiz Cláudio romperam o relacionamento e ela, então, teria começado a conhecer outro homem. Ao saber disso por meio de amigos, Luiz Cláudio começou a ligar para Gabriela até que os dois combinassem um encontro na noite de 20 de setembro de 1996.

Segundo testemunhas ouvidas, os dois foram a um bar no bairro Jardim da Penha, em Vitória. Depois, seguiram para o prédio. Luiz Cláudio afirma que, naquela noite, ele e Gabriela mantiveram relações sexuais. Já a família e a defesa da vítima afirmam que isso não aconteceu e que ela foi agredida até ser arrastada e jogada da sacada do prédio.

Embora Luiz Cláudio diga que tenha consumido apenas cerveja, um exame toxicológico feito na época revelou que o empresário usou cocaína.

Desde o crime, o empresário aguardava o julgamento em liberdade em função de um habeas corpus que conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF).

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