EUA impõem sanções à Turquia por manter cooperação militar com a Rússia


Sputnik A Presidência das Indústrias de Defesa da Turquia (SSB, na sigla em turco) e quatro altos funcionários da empresa, incluindo seu diretor Ismail Demir, serão sancionados pelos EUA de acordo com a Lei Contra Adversários da América Através de Sanções (CAATSA, na sigla em inglês), revelou na segunda-feira (5) o Departamento de Estado norte-americano.

Segundo uma declaração desta entidade, um documento oficial deverá ser publicado na terça-feira (6).

“O secretário de Estado [Antony Blinken] selecionou […] certas sanções a serem impostas à SSB e a Ismail Demir, presidente da SSB; Faruk Yigit, vice-presidente da SSB; Serhat Gencoglu, diretor do Departamento de Defesa Aérea e Espaço da SSB; e Mustafa Alper Deniz, gerente do Programa da Direção Regional de Sistemas de Defesa Antiaérea da SSB, de acordo com a CAATSA”, disse o aviso.

Blinken afirmou que a SSB “se envolveu intencionalmente em uma transação significativa com uma pessoa que faz parte dos setores de defesa ou inteligência do Governo da Federação da Rússia, ou que opera em nome dos mesmos”.

A Presidência das Indústrias de Defesa da Turquia é uma empresa estabelecida pelo governo que tem como objetivo administrar a indústria de defesa do país e a aquisição de tecnologia militar.

Os EUA não têm acolhido favoravelmente a cooperação em matéria de defesa e inteligência entre a Turquia e a Rússia. A aquisição por Ancara de sistemas de mísseis de defesa antiaérea S-400 fabricados pela Rússia, em particular, provocou duras críticas por parte de Washington, com os EUA ameaçando impor sanções à Turquia por causa da decisão.

Embora enfrentando a ameaça de sanções dos EUA, a Turquia tem prosseguido a transação e continuou negociando com Moscou sobre um segundo lote de S-400. O exportador estatal russo de armas expressou sua crença de que a Turquia não cederá à pressão de Washington.

(Foto: Sputnik/Yevgeny Biyatov)

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