EUA devem acabar com sua “jurisdição de braço longo”, diz mídia chinesa


Os EUA planejaram retomar as negociações indiretas com o Irã no dia 15, em Viena, na Áustria, com o fim de salvar o acordo sobre a questão nuclear iraniana assinado em 2015. O líder supremo iraniano, Ayatollah Khamenei, afirmou no dia anterior que os EUA devem cancelar as sanções contra o país asiático se quiserem voltar à mesa de negociações. 

O Irã é vítima das políticas intervencionistas adotadas pelos EUA. Joseph Nye, professor da Universidade Harvard, escreveu um artigo, no qual salienta que, nos 70 anos após a Segunda Guerra Mundial, os EUA sempre implementam políticas intervencionistas, como invasão militar, repressão, sanções e incitação de distúrbios, entre outros atos. Os EUA usam tal política de forma completa e abrangente, com o fim de defender sua hegemonia absoluta no globo. 

Após tomar a posse, Joe Biden declarou várias vezes que vai colocar “direitos humanos” no centro das políticas diplomáticas dos EUA. Os políticos norte-americanos promovem políticas intervencionistas enquanto sempre declaram que os direitos humanos prevalecem à soberania. Tal ato não pode cobrir a essência da autoria de incidentes sanguinários em vários locais no mundo. Quando um país perde sua soberania, com ele pode garantir os direitos humanos? A porta-voz da Chancelaria russa, Maria Zakharova, disse recentemente que os EUA estão violando os direitos humanos de todo o mundo ao invés de um país só. 

Segunda a declaração aprovada em 1965 pela Assembleia da ONU, nenhum país pode interferir direta ou indiretamente nos assuntos internos ou na diplomacia de outros países sob qualquer pretexto. Não pode usar medidas políticas, militares ou econômicas para ameaçar outros e não pode organizar, ajudar, provocar, financiar, incitar nem tolerar atos internos que derrubem o governo de um país. Porém, os EUA fizeram tudo o que a declaração proíbe. 

Os EUA desencadearam guerras contra o Afeganistão, Iraque, Líbia e Síria, incitaram os distúrbios da chamada “Primavera Árabe” em países nas regiões asiáticas e africanas e revoluções coloridas nos países asiáticos e europeus, além de fazer jurisdição de braço longo no Irã, Cuba, Venezuela e China, colocando o mundo em uma situação perturbada. 

Mesmo na situação de pandemia, os EUA continuam impondo sanções unilaterais contra alguns países, o que destruiu a união na luta contra a pandemia e agravou a crise humanitária. O erudito canadense Ken Moak escreveu recentemente em um artigo que os EUA interferem nos assuntos internos alheios aproveitando a posição do dólar como moeda internacional. Os países vítimas de sanções sofrem com desordem econômica e dificuldade na vida da população, tais como Venezuela e Irã. 

Os EUA sempre colocam seus interesses acima de tudo. Tomando como exemplo o projeto Nord Stream 2 construído com cooperações entre empresas russas e alemãs, os EUA impuseram sanções contra as partes envolvidas, incluindo as alemãs. Os EUA não ouviram os protestos alemães, nem consideraram que a Alemanha é sua aliada. 

De fato, os EUA já sofreram muito devido às políticas intervencionistas, tais como problemas de imigrantes provenientes da América Central e uma série de atentados terroristas nos países europeus e americanos. 

A não-intervenção nos assuntos internos alheios é o princípio básico da Carta da ONU e um axioma internacional. O valor norte-americano não é o valor internacional enquanto as regras feitas por este país também não são as internacionais. Os EUA devem parar sua jurisdição de braço longo, escreve a Rádio Internacional da China.

(Foto: Sputnik)

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