Espírito Santo tem a melhor nota do ensino médio no país, aponta Ideb

 

O Espírito Santo ficou em primeiro lugar do Brasil no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado nesta terça-feira (15), referente ao ano de 2019. Junto com Goiás, o estado alcançou a média de 4,6. A informação é de Any Cometti, do G1 ES.

Esse resultado equivale a 98% da meta, que era de 4,7. Também é maior do que o índice de 2017, quando o Estado alcançou 93% da meta, com a nota 4,4. Na evolução total, em todo o Estado (redes municipal, estadual e privada) o Ideb alcançou nota 4,8.

“Para nós é um dia especial, pois o Espírito Santo está em primeiro lugar, junto com Goiás, em relação ao Ensino Médio do Brasil. Juntando todas as escolas privadas e públicas, estamos em primeiro. As diretrizes do governo no que é essencial, como a luta pela inclusão e a diminuição da evasão, a melhoria da qualidade do ensino e da infraestrutura, foram fundamentais para alcançarmos esses números”, declarou o governador Renato Casagrande, em coletiva de imprensa realizada na tarde desta terça.

Aprendizagem

O Ideb é o principal índice que mede a qualidade do ensino no Brasil. De acordo com os resultados, as escolas da Rede Pública Estadual melhoraram nos dois componentes para cálculo do Ideb, que são a aprendizagem de Português e Matemática, e o fluxo (aumento da aprovação e diminuição da evasão).

“A prova do Saeb nos mostrou que viemos evoluindo em uma aprendizagem. Aumentamos na proficiência em matemática e em português. No componente proficiência, cujos dados vêm da prova do Saeb, temos a melhor aprendizagem nos dois componentes avaliados”, destacou o secretário de Estado da Educação, Vitor De Angelo.

Considerando o índice da padronização da nota do Saeb no ensino médio da rede estadual, que passou de 4,77 para 5,05, De Angelo enfatizou que essa nota é uma marca inédita não só para o Estado, como para todo o país.

“O que é importante ser destacado, neste aspecto, é que não só o Espírito Santo está isolado na aprendizagem em relação a todos os outros estados brasileiro, mas que, pela primeira vez, tanto no Espírito Santo como no Brasil, nós ultrapassamos a nota 5 no Saeb”, comemorou o secretário.

Indicadores

Em outro indicador do Ideb, o de fluxo, o Espírito Santo teve a nota 0,90. Nas palavras do secretário, isso significa que, a cada 100 alunos que entram naquele ano avaliado, 90 são aprovados; 10 reprovam ou evadem.

“Temos um espaço ainda para subir, basta ver a comparação com os outros estados. Multiplicando esses dois indicadores, o de fluxo de rendimento com o de aprendizagem, é que chegamos à nota 4,6”, detalhou De Angelo.

Edições anteriores

De acordo com o governador, os resultados, repassados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram que o Espírito Santo reduziu as desigualdades dentro da Rede Estadual de Ensino ao longo dos últimos anos, alcançando a melhor marca no ano de 2019.

Nos anos anteriores, o Ensino Médio registrou as marcas de 3,3 (2011); 3,4 (2013); 3,7 (2015) e 4,1 (2017).

Equidade

Outro fator que foi enfatizado tanto pelo governador, quanto pelo secretário de educação durante a coletiva, foi o da equidade. Isso quer dizer que as escolas públicas estaduais capixabas alcançaram números semelhantes no Ideb, sem que houvesse unidades com notas muito altas e outras com notas muito abaixo do previsto.

“Estamos com o maior percentual de escolas nas faixas superiores do Ideb. Em 90,7% dos nossos municípios, as escolas têm nota igual ou acima de 4,2. O Espírito Santo tem 20% dos municípios com escolas públicas estaduais com Ideb superior a 5,2. Em Goiás, esse percentual é de 8,8%. Não temos nenhuma escola pública estadual em nenhum município capixaba com Ideb inferior a 3,1. Estamos falando não só de igualdade, mas de equidade. É uma rede de melhor distribuição e de menor injustiça”, destacou o secretário.

Meta

Mesmo não tendo atingido 100% da meta, que previa uma nota de 4,7, o resultado foi comemorado pelo governador e pelo secretário, já que a diferença entre a nota alcançada e a meta diminuiu em relação ao Ideb anterior.

“Embora não tenhamos chegado à meta em 2019, nós praticamente encerramos nosso indicador junto à meta, por 0,1, enquanto em 2019 tínhamos um Ideb (4,1) com a distância maior em relação à meta (que era de 4,4)”, comparou De Angelo.

Pandemia

Questionado a respeito dos prejuízos que a pandemia da Covid-19 pode causar aos índices da educação no Estado, tanto com relação à evasão quanto com relação à aprendizagem, De Angelo declarou que com certeza haverá prejuízos na educação, mas que o governo está trabalhando para minimizar esses danos.

“A pandemia causará prejuízos, com certeza, que serão mais fortes na rede pública. Nós, como governo, se de um lado reconhecemos isso, adotamos isso como desafio para 2020 e 2021. Estamos sendo realistas para que ninguém se engane no ano que vem. Trabalharemos duro para não permitir que esse resultado não se perca”, apontou.

O secretário alertou, ainda, para o fato de que os resultados do Ideb deste ano vão sair em 2022, às vésperas das eleições.

“As duas principais consequências da pandemia para a educação são o prejuízo na aprendizagem e a evasão. São exatamente os dois componentes do Ideb. A consequência é de que haja um prejuízo na educação, pública e privada, mas sobretudo na pública. Esse resultado, desse ano, vai sair em 2022, às vésperas das eleições. Os resultados da pandemia para a educação vão estar refletidos ali e, quem sabe, até na prova do ano seguinte”

Ele apontou, ainda, que, diante deste cenário, novas formas de trabalho estão sendo adotadas para que os alunos não sejam prejudicados.

“Já estamos fazendo uma busca ativa forte com os alunos que evadiram, com o programa Todos na Escola, em parceria com o Unicef, e vamos fazer diversas atividades pedagógicas para que os alunos se preparem para as provas do ano que vem. Não estamos falando de dar aula de reforço para recuperar e melhorar o que já foi aprendido. Em 2021, vamos ensinar o que sequer foi aprendido em 2020, e teremos que fazer isso em um prazo muito curto, entre fevereiro e outubro, quando acontece a prova”.

 

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