Espírito Santo tem 30 mil testes de Covid-19 que vencem em dezembro; Sesa diz que todos serão usados antes

 

Espírito Santo tem em estoque aproximadamente 30 mil testes para Covid-19 com data de vencimento de 19 de dezembro — Foto: Divulgação/Sesa

Espírito Santo tem em estoque aproximadamente 30 mil testes para Covid-19 com data de vencimento de 19 de dezembro — Foto: Divulgação/Sesa

O Espírito Santo tem em estoque aproximadamente 30 mil testes para Covid-19 enviados pelo Ministério da Saúde com data de vencimento de 19 de dezembro, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Segundo a Sesa, a previsão é de utilização de todo o insumo antes do prazo de vencimento, já que o Laboratório Central (Lacen) consome de 2 a 3 mil testes diariamente.

A aproximação da data de validade foi assunto polêmico nos últimos dias, após informação de que o Ministério da Saúde armazena, em São Paulo, um estoque com 6,86 milhões de testes para a Covid-19 que podem perder validade até janeiro de 2021.

O ministério informou por meio de nota, no domingo (22), que espera receber, ainda esta semana, estudos de “estabilidade estendida” para os testes estocados, ou seja, estudos que indiquem a viabilidade de prorrogar essa data de vencimento.

Ainda de acordo com a Sesa, o Espírito Santo enfrentou alguns problemas com insumos como placas, ponteiras, microtubos e kits de extração automatizada durante a pandemia, mas com planejamento de compras e recursos próprios, não tem ficado desabastecido.

A Sesa ressaltou que adquiriu até o momento 80 mil testes de PCR e está finalizando um novo processo de aquisição de mais 100 mil testes de PCR.

“Tanto kits de amplificação quanto de extração automatizada são solicitados mensalmente ao Ministério da Saúde, no entanto, durante a pandemia, só houve envio dos testes para amplificação e não para extração”, divulgou a scretaria.

De acordo com o órgão, os kits mais estratégicos no momento são os de extração automatizada de RNA, e o estado adquiriu com recursos próprios kits suficientes para 100 mil amostras.

A Sesa disse também que planeja uma ampliação de testagem entre 3.500 a 4.000 testes diários no Estado. No entanto, com a escassez de insumos no mercado mundial isso ainda não foi possível.

“O Ministério da Saúde informa que a exemplo do que ocorreu com outros lotes de testes utilizados em outros países, devem chegar ao Brasil, ainda esta semana, estudos de estabilidade estendida para os testes que a pasta tem em estoque.

A empresa Seegene, fornecedora dos testes ao MS, já está em contato com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o envio dos estudos, assim que disponibilizados pelo fabricante.

Esses estudos serão analisados pela Anvisa, que é a agência que concede o registro de utilização do produto.

Uma vez concedido esse parecer técnico, o Ministério da Saúde elaborará uma nota informativa quanto à extensão da validade e segurança da utilização dos testes.

O Ministério da Saúde esclarece ainda que diante do ineditismo e imprevisibilidade da doença no Brasil e no mundo, não mediu esforços para garantir testes diagnósticos para COVID-19 à sua população. A pasta investiu na aquisição de testes e na estruturação da rede de laboratórios públicos do Brasil, além da implantação de 4 plataformas de alta testagem para dar suporte laboratorial aos estados e municípios quando a capacidade de produção dos laboratórios estaduais chegasse ao seu limite.

Cabe ressaltar que os testes RT-qPCR são distribuídos de acordo com as demandas dos estados e que o Ministério se mantém à disposição dos entes para dar suporte às ações de monitoramento, diagnóstico, tratamento e acompanhamentos dos casos, além de incentivar as ações de prevenção e assistência precoce nos serviços de saúde do SUS.

A pasta vem garantindo a disponibilidade de testes RT-qPCR para todo o país, permitindo que o usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) possa procurar o serviço de saúde e ter garantido o seu teste, quando prescrito pelo profissional de saúde.

O Brasil já testou mais de 10.491.142 pessoas, sendo 5.043.469 testes RT-qPCR realizados, dos 9.317.356 milhões de testes RT-qPCR distribuídos para os Laboratórios públicos dos Estados.

É importante esclarecer ainda que o RT-qPCR não é a única forma de diagnóstico da doença. A análise clínica e o tratamento precoce são as estratégias que mais contribuem para impedir a evolução e possíveis complicações decorrentes da Covid-19, sendo complementares aos testes de diagnóstico.

A pasta ressalta que nenhum teste de RT-qPCR perdeu sua validade e os mesmos estão prontos para serem utilizados conforme demanda dos estados e municípios, em consonância com a gestão do SUS, que é tripartite.

Por fim, é importante destacar que a imprensa tem um papel importante em informar a população sobre os locais e serviços de saúde disponíveis em todo o país. E reforçar a importância de procurar uma unidade de saúde assim que aparecer o primeiro sintoma da doença.”

 

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