Espírito Santo suspende aulas para crianças de até cinco anos

Decisão foi comunicada na tarde deste domingo (14) em coletiva de imprensa pelo secretário de estado da Saúde, Nésio Fernandes, e pelo secretário de estado da Educação, Vitor De Angelo, diante do índice crítico de ocupação de leitos de UTI infantil.

Por Any Cometti, G1 ES

Secretário da saúde do ES, Nésio Fernandes, e secretário de Educação do ES, Vitor De Angelo, em coletiva de imprensa neste domingo (14). — Foto: Divulgação/Sesa ES

Secretário da saúde do ES, Nésio Fernandes, e secretário de Educação do ES, Vitor De Angelo, em coletiva de imprensa neste domingo (14). — Foto: Divulgação/Sesa ES

O Espírito Santo suspendeu as aulas para as crianças de até cinco anos de idade, nas redes pública e privada de ensino. A portaria vai ser publicada ainda neste domingo (14). A suspensão vai durar 21 dias.

A informação foi anunciada em coletiva de imprensa pelas redes sociais pelo secretário de estado da Saúde, Nésio Fernandes, e pelo secretário de estado da Educação, Vitor De Angelo. De acordo com os secretários, a ocupação de leitos de UTI infantil chega aos 90% em todo o estado.

“Em virtude do aumento acelerado das doenças respiratórias agudas graves, foi constituída a posição de suspender em todo o estado a educação infantil de até cinco anos de idade, na rede publica e privada do estado. As escolas terão até quarta-feira (17) para ter atividades de transição. A decisão vai durar 21 dias a partir do dia de amanhã [segunda-feira, 15]”, explicou Nésio Fernandes.

O governo vai dar um prazo de transição de até três dias, ou seja, até a próxima quarta-feira (17) para que as escolas e as famílias se organizem. De acordo com Nésio, a proibição da circulação de crianças nessa faixa etária em espaços infantis também será suspensa por uma portaria que será publicada até a próxima terça-feira (16).

“Até terça-feira (16), serão publicadas outras normas correspondentes suspendendo a abertura de espaços infantis. Vivemos um momento crítico da pandemia no estado. Hoje, alcançamos 87% de ocupação de UTIs adultas, temos uma agenda de inauguração e expansão de leitos. No entanto, leitos não serão a única arma adotada pelo nosso estado para resistir à pandemia”, pontuou.

As decisões se aplicam a todos os municípios que já iniciaram as atividades escolares e aos que ainda não abriram as atividades educacionais, que de acordo com o secretário aconteceriam em 58 municípios ainda nesta semana.

Durante a coletiva de imprensa, o secretário de educação explicou que essa decisão foi tomada porque a ocupação de leitos de UTI infantil já chega aos 90% no estado e porque, nesta época do ano, os leitos são ocupados também por outras doenças respiratórias, não somente a Covid.

“Parte das pessoas que discordam normalmente usa o argumento de que a escola mostrou ser, à luz dos dados que nós temos monitorado, um espaço seguro. Se isso de um lado é verdade, do outro, a pandemia da Covid-19 passa por esse momento em uma fase específica de variantes. Ao mesmo tempo, temos o início de uma fase sazonal de outras doenças. Neste momento, temos leitos pediátricos ocupados na casa dos 90% e pressão assistencial nos demais leitos pediátricos”, apontou.

“Não temos condições de atender mais em larga escala as crianças neste momento, caso isso seja necessário. Como temos a sazonalidade de algumas doenças, combinadas com a Covid, além das variantes da Covid, somado à informação da ocupação dos leitos, que no fim das contas é a mais importante, é prudente tomar essa medida”, considerou o secretário.

De Angelo esclareceu que a decisão do governo foi baseada em dados técnicos. “Para nós, não é fácil. Quando assumimos a secretaria, não assumi pensando em fechar escolas. Se estamos tomando essa decisão agora, não tenham dúvida alguma: é por dados técnicos que nos apontam a necessidade da tomada de decisão. Digo isso com a transparência de quem retomou as aulas, entendendo que aquele era o momento adequado”, explicou.

Leia mais

Leia também