Espírito Santo recebe primeiras doses da vacina da Pfizer para crianças • SiteBarra

Espírito Santo recebe primeiras doses da vacina da Pfizer para crianças

O Espírito Santo recebeu, nesta sexta-feira (14), as primeiras doses da vacina da Pfizer contra Covid-19 para crianças de cinco a 11 anos.

O voo com as doses enviadas pelo Ministério da Saúde chegou ao Aeroporto de Vitória no início da madrugada.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), são 24 mil doses. De acordo com o secretário Nésio Fernandes, as vacinas serão distribuídas aos municípios ainda nesta sexta para aplicação.

Dados da secretaria apontam que o Espírito Santo tem 393.089 crianças nesta faixa etária.

O secretário considerou o primeiro lote pequeno e disse que o ritmo da vacinação será inicialmente lento por conta do número de doses.

“Receberemos somente 24 mil doses das vacinas para as idades pediátricas, o que colocará um ritmo muito lento de vacinação para essas idades nessas primeiras semanas”, explicou nesta quinta (13).

Nésio contou que as cidades capixabas já estão prontas para vacinar e defendeu que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorize a vacinação de crianças com o imunizante CoronaVac.

“Os municípios já estão treinados, já tivemos atualização das orientações sobre aplicação de vacinas e o manejo delas com os pontos de vacinação. O estado está preparado para aplicar rapidamente todas as vacinas que chegarem. Queremos que cheguem mais vacinas e que a Anvisa autorize a vacinação com a CoronaVac em crianças porque temos quantidade suficiente para iniciar uma vacinação em massa de crianças capixabas se a CoronaVac for autorizada”, afirmou.

A vacina para crianças de cinco a 11 anos tem diferenças em relação à que foi aplicada nos adultos. Por isso, o governo federal adquiriu uma versão específica do produto com dosagens e frascos diferentes, apesar de o princípio ativo ser o mesmo.

De acordo com o governo federal, a vacinação infantil ocorrerá:

  • Em ordem decrescente de idade (das crianças mais velhas para as mais novas), com prioridade para quem tem comorbidade ou deficiência permanente e para crianças quilombolas e indígenas
  • Sem necessidade de autorização por escrito, desde que pai, mãe ou responsável acompanhe a criança no momento da vacinação
  • Com intervalo de oito semanas – um prazo maior que o previsto na bula, de três semanas
Frascos da vacina da Pfizer em versão pediátrica (laranja) e a partir dos 12 anos (roxa) — Foto: Tobias Schwarz/AFP

Frascos da vacina da Pfizer em versão pediátrica (laranja) e a partir dos 12 anos (roxa) — Foto: Tobias Schwarz/AFP