Espírito Santo recebe alerta da Anvisa sobre caso suspeito da variante indiana da Covid-19

 

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Espírito Santo recebeu, no último domingo (23), uma notificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a circulação em território capixaba de um passageiro que viajou no mesmo avião que transportou um homem que testou positivo para a variante indiana da Covid-19.

Na manhã desta segunda-feira (24), o passageiro foi identificado. Segundo a Sesa, ele está sintomático e isolado.

A equipe de Vigilância em Saúde Municipal realizou a coleta de RT-PCR nesse passageiro e o resultado foi não-detectável – ele já havia feito outros dois testes RT-PCR, um antes de embarcar para o Brasil e um depois de desembarcar.

O motorista que transportou o passageiro já foi identificado e a equipe de Vigilância em Saúde Municipal seguiu os protocolos com a coleta de RT-PCR, na manhã desta terça (25). A amostra foi encaminhada ao Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen) para análise. Ambos repetirão os exames por três vezes, com intervalo de 48 horas.

A Sesa informou que monitora o trabalho das vigilâncias municipais e acompanha as análises dos exames e laudos laboratoriais para rastreio de variante por meio de vigilância genômica, feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O único caso confirmado de infecção pela variante no Brasil foi identificado na última semana no Maranhão. Casos suspeitos são monitorados em outros estados.

A variante indiana do coronavírus, a B.1.617, já foi oficialmente detectada em 49 países e quatro territórios, segundo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) publicado nesta quarta (26). São oito novas áreas em relação ao boletim da semana passada.

O documento aponta que a cepa B.1.617 é mais contagiosa e diminui a eficácia das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca, mas ainda é investigado se ela está relacionada a quadros mais graves de Covid-19 e se ela aumenta o risco de reinfecção.

Até o momento, a OMS classifica quatro cepas como “variantes de preocupação”: a britânica (B.1.1.7), a sul-africana (B.1.351), a brasileira (P.1) e indiana (B .1.617).

 


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