Espírito Santo negocia realização de testes da fase 3 de vacina italiana contra a Covid-19

 

O Governo do Espírito Santo negocia o início da realização da terceira fase de testes da vacina contra a Covid-19 produzida pela empresa de biotecnologia italiana Reithera em solo capixaba.

A informação foi passada pelo secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, em coletiva de imprensa feita na manhã desta sexta-feira (19). De acordo com Nésio, caso a fase três seja iniciada no estado, 30 mil capixabas deverão ser testados na avaliação.

“Temos negociação com uma vacina da Itália em que é possível que a realização da fase 3 seja feita no Espírito Santo. Está pendente de uma reunião que deve ocorrer na próxima semana. Solicitamos a eles a parceria para que façam o teste da fase 3 em 30 mil capixabas. Mas, ainda depende de decisões administrativas, políticas”, disse o secretário.

Ainda segundo Nésio, as negociações por parte do governo estadual para a compra de vacinas diretamente com laboratórios fabricantes continuam. Algumas delas foram descartadas por se tratarem de tentativas de golpe, no entanto.

O secretário pontuou também que o governo federal proibiu que algumas empresas negociem diretamente com estados e municípios, o que dificulta o processo de análise e de compra.

Durante a coletiva, o gerente estadual de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso, pontuou também que mais doses de vacinas contra a Covid-19 deverão chegar ao estado neste fim de semana, mas não deu detalhes sobre a data da chegada e o quantitativo de doses.

“Pretendemos finalizar o público de 75 a 79 anos e começar a imunização do grupo de 70 a 74 anos”, disse ele.

Ao longo da reunião, Nésio Fernandes também reiterou por diversas vezes a necessidade de que a população e os setores econômicos do Espírito Santo respeitem o período da quarentena de 14 dias que foi iniciado nesta quinta (18).

Esta, segundo Nésio, é uma forma eficiente de se diminuir o ingresso de pacientes com outras queixas para além da Covid-19 aos hospitais, reduzindo assim a pressão assistencial. Ao mesmo tempo, a ampliação do isolamento é capaz de reduzir a velocidade de transmissão do coronavírus.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI para o tratamento de Covid-19 já passa de 90%. Nésio, inclusive, disse que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já enfrenta dificuldades para atender à demanda de chamados que ocorrem de forma simultânea em tempo adequado. Como consequência, pode haver mais demora para a transferência de doentes para leitos de UTI.

“Já ampliamos a frota do Samu, os contratos com as empresas de remoção, mas a velocidade de crescimento da pandemia precisa ser interrompida”, disse.

O secretário também voltou a dizer que hospitais particulares e filantrópicos registram falta de medicamentos para intubação e pediram empréstimos ao governo estadual.

Nésio Fernandes e Orlei Cardoso em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (19)

Nésio Fernandes e Orlei Cardoso em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (19)

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