Espírito Santo: mulher dá à luz sem saber que estava grávida

A cuidadora de idosos Andreia Schulz Jacobsen tomou um susto ao procurar o hospital por causa de uma cólica renal. Ela estava grávida e descobriu na hora do parto. A história dela foi contada na TV Gazeta.

No dia 24 de setembro, Andreia foi até o Hospital Maternidade São José, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. Ao ser examinada, com suspeita de cólica renal, foi constatado que ela estava grávida e em trabalho de parto.

“Era uma dor muito forte, nem passava pela minha cabeça que estivesse grávida. Eu cheguei, deitei para fazer o exame, e a doutora falou: você tá grávida. Está com nove centímetros dilatados. Vai nascer agora”, lembrou.

O bebê, batizado de Ísis, nasceu de parto normal, com 1,9 kg. Os médicos não sabem dizer ao certo, mas suspeitam que ela tenha nascido com 33 semanas.

Mesmo prematura, a criança não precisou ficar na UTI. Ficou em observação no hospital para ganhar peso, antes de ter alta nesta quinta-feira (8).

“Eu não senti nada. Só uma queimação de gastrite e azia, mais nada”, contou Andreia, que sequer tinha enxoval para o bebê, já que não sabia que estava grávida.

A mulher, que tem 37 anos, tem dois outros filhos, Laiza, de 17, e João Lucas, de quatro. A gravidez do segundo filho foi descoberta apenas 15 dias antes do parto.

“Eu fui no médico para pedir um ultrassom, porque achei que era uma lombriga”, relembrou a mãe.

A médica que atendeu Andreia, Ísis Eleoterio, disse que nunca tinha feito um parto assim.

“Primeira vez, durante a minha estadia aqui no hospital, que vejo uma mãe chegando já em trabalho de parto. Não é comum, a gente não vê, geralmente a gente sabe um pouquinho antes”, explicou.

Andreia disse que tomava injeções de anticoncepcional, mas a médica explicou que o remédio pode ter falhado por diversos motivos.

“O remédio por algum motivo pode não ter funcionado, ela pode ter tomado da forma errada ou até mesmo ter algum desvio hormonal que impediu a ação do anticoncepcional”.

Pela atenção dedicada durante o parto, Andreia decidiu que a filha iria receber o nome da médica que a ajudou. “Ela foi muito boa comigo, atenciosa, tratou a gente muito bem. Eu não tinha nome, perguntei o nome dela, e disse que ia ser Ísis, então”.

Para a médica Ísis, essa atitude da mãe é revigorante. “É o que reconforta a gente na profissão, que é tão árdua. É o que nos dá força para continuar”.

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