ES+Criativo e RS Criativo promovem Encontro Nacional de Programas de Economia Criativa

Falar sobre o trabalho dos empreendedores que estão por trás dos produtos culturais é essencial. Pensando nisso, o ES+Criativo, da Secretaria da Cultura (Secult), em parceria com RS Criativo – programa da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul (Sedac) –, organizou, no último sábado (12), o Encontro Nacional de Programas de Economia Criativa, com o tema “Panorama dos Programas e Políticas de Economia Criativa no Brasil”.  

O debate integrou a segunda edição da Festa da Criatividade 2020, evento totalmente on-line promovido pela Secult, e discutiu a retomada das atividades culturais e traçou um panorama do ecossistema de Economia Criativa no País. 

Essa é a segunda edição do encontro. O primeiro aconteceu em 2013, junto com a criação do projeto Criativa Birô – escritório que oferece suporte multidisciplinar ao micro e pequeno empreendedor criativo –, organizado, na época, pelo Ministério da Cultura. 

Durante a atividade, os participantes puderam explicar os caminhos percorridos na busca da promoção e do desenvolvimento do setor. Também foram temas os desafios da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), as ações desenvolvidas em função da Lei Aldir Blanc e a necessidade de encarar a Economia Criativa como um eixo estruturante da retomada econômica, social e cultural do Brasil.

A abertura do evento foi feita pelo secretário de Economia Criativa do Ministério do Turismo, Aldo Valentim, e pelo secretário de Estado da Cultura do Espírito Santo, Fabrício Noronha. A mediação do evento ficou sob a responsabilidade do professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Luis Paulo Bresciani. 

O encontro contou com a presença de vários representantes da Economia Criativa do País, reunindo cinco governos estaduais (Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte) e três instituições de apoio (Sebrae Espírito Santo, Sebrae Alagoas e Instituto Federal do Espírito Santo). 

O secretário Aldo Valentim afirmou que a Economia Criativa é uma preocupação significativa do Ministério do Turismo. “Estamos trabalhando com o desenvolvimento de pesquisas que envolvem a cadeia da Economia Criativa. Fomos surpreendidos com a pandemia, e nossos esforços se voltaram para a execução da Lei Aldir Blanc. Então, estamos, no momento, trabalhando com o redesenho das ações do próximo ano, que devem contar com a parceria dos Estados para que a gente possa avançar”, salientou.

 O secretário Fabricio Noronha demonstrou otimismo com o encontro. “Diante de tamanha sinergia e de uma agenda comum, o encontro tem tudo para reverberar na formação de uma rede nacional dos nossos programas estaduais de Economia Criativa. Importante o compromisso do Governo Federal, na fala de seu representante, em encapar e contribuir com essa agenda. Temos muito o que trocar em metodologias, soluções e políticas públicas”, disse.

A gerente de Economia Criativa da Secult, Lorena Louzada, apresentou, durante o encontro, os eixos estratégicos do programa, com destaque para os quatro diálogos: Escola Criativa com capacitações e formações; Observatório da Economia Criativa que inclui pesquisas e estudos; o Hub Criativo com ações voltadas para estruturação de ambientes físicos e virtuais; e Territórios Criativos, potencializando territórios pelo Estado. “Durante a Festa da Criatividade apresentamos os resultados deste ano e realizamos diálogos de alinhamento entre as ações do programa. Foi importante também apresentar a governança compartilhada que o programa propõe, que fortalece e amplia o alcance das ações”, frisou. 

A secretária de Cultura do Rio Grande do Sul, Beatriz Araújo, observou que: “A articulação entre os estados na construção de soluções e perspectivas, divulgando iniciativas empresariais e indicadores econômicos e fomentando novos empreendimentos, é fundamental para que a economia criativa seja reconhecida como uma das cadeias econômicas mais promissoras para o desenvolvimento do Brasil. Nossa população é criativa, a cultura é rica e diversificada, e as necessidades de geração de trabalho e renda são enormes, em todas as regiões. A economia criativa é a resposta para todas estas questões que ainda estão por serem resolvidas no País”. 

Já a coordenadora do RS Criativo, Carolina Biberg, lembrou a importância de se criar uma rede de contato e suporte entre o setor em nível nacional. “O RS Criativo e a Sedac trabalham muito nesse formato colaborativo, e essas parcerias são fundamentais. Nosso programa é jovem e estratégico, com a ideia de que tenha transversalidade e movimento com as demais secretarias”, pontuou.

Dentre os temas discutidos pelos participantes, ganharam destaque a retomada do setor cultural, os desafios colocados no contexto de pandemia e isolamento social, as compras públicas e a governança dos programas estaduais de fomento à economia criativa. 

O professor Luis Paulo Bresciani (FGV e USCS), mediador da mesa, explicou a importância do desenho de estratégias governamentais que considerem os desafios da retomada do setor cultural e das atividades inerentes à economia criativa, mas também ir além. “Necessitamos conectar a economia criativa dentro de uma trajetória de desenvolvimento, dos Estados e de suas regiões. Nessa perspectiva, a cooperação entre governos estaduais, municípios e universidades pode e deve estar no centro das estratégias de fortalecimento dos programas de fomento à economia criativa”, declarou Bresciani.

 

Leia mais

Leia também