Escolas de Barra de São Francisco são premiadas no “Escola que Colabora”

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação (Sedu), entregou, na manhã desta terça-feira, 3, o Prêmio Escola que Colabora, em solenidade realizada no Palácio Anchieta, em Vitória. A premiação tem o objetivo de reconhecer os bons resultados obtidos pelas unidades de ensino na alfabetização dos estudantes capixabas.

Duas escolas de Barra de São Francisco foram contempladas no programa.

Para a coordenadora do Paes e do Escola que Colabora no município, pedagoga Ana Lúcia Colombeki, o resultado deste ano aponta uma evolução em duas escolas de periferia – Vila Luciene e Vila Vicente – que conseguiram inovar durante a pandemia e fazer com que os alunos obtivessem bons resultados nas provas do Paebes em 2021.

“Os recursos (do prêmio) são importantes, mas é preciso destacar que o diálogo, a gestão e a participação dos pais, o envolvimento das famílias, são ainda mais importantes para que bons resultados sejam alcançados.”

O prêmio foi entregue pelo governador do Estado, Renato Casagrande, que destacou, em sua fala, a importância do reconhecimento às escolas públicas municipais e estaduais na construção de uma educação de qualidade.

“Uma coisa que não é ilusão na nossa vida é a educação. É o caminho que abre para as oportunidades. Eu descobri que podia ser político após me formar engenheiro. As pessoas me descobriram e me incentivaram a seguir o caminho da política. A educação não deixa nossos sonhos serem apagados. A educação é um caminho obrigatório para uma sociedade melhor”, afirmou o governador.

Casagrande defendeu que a continuidade das políticas públicas traz resultados. “Sofremos muito com a descontinuidade neste Estado. Hoje temos o Pacto Pela Aprendizagem nos 78 municípios capixabas. Não estamos preocupados apenas com os alunos do Governo do Estado, mas com todos os alunos do Espírito Santo, seja da rede estadual, municipal ou privada. Não podemos deixar ninguém para trás. Quando premiamos essas escolas estamos dizendo: vamos dar as mãos, nos juntar e carregar todo mundo no caminho de uma educação boa para todos”, pontuou.

O secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo, destacou que o Pacto pela Aprendizagem no Espírito Santo (PAES) é mais do que um acordo. “É uma parceria que precisa ser duradoura. O Governo está presente na educação em todos os municípios. O PAES mostra isso! É muito trabalho e estamos muito contentes com mais essa edição do Prêmio. Temos 100 escolas premiadas em apenas seis meses. Junto com as premiadas no ano passado já são 200 escolas”, disse.

Vitor de Angelo destacou também que os desafios são grandes, especialmente os voltados à alfabetização dos alunos na idade certa. “Vemos um horizonte de expectativas e de muitos desafios. Por isso que esse ‘pacto’, que é o PAES, não pode ser interrompido, pois, assim, superar os desafios que temos se torna mais difícil. Esse esforço não é de uma rede, é um esforço coletivo”, completou.

“Estamos apostando muito no Prêmio Escola que Colabora e no PAES, para isso precisamos muito dos diretores e professores municipais. O regime de colaboração possibilita a conjugação de esforços e apoio na implementação de políticas educacionais. Um trabalho articulado, com responsabilidade conjunta e que elimina barreiras. É a combinação de diferentes saberes que respeita a autonomia, ou seja, é trabalhar em rede com as redes”, ponderou o coordenador do PAES na Sedu, Saulo Andreon.

Premiação

O Prêmio Escola que Colabora é destinado às escolas públicas que tenham obtido os melhores resultados de aprendizagem, expressos pelo Índice de Resultado da Escola (IRE), calculado a partir do resultado do Programa de Avaliação da Educação Básica do Espírito Santo (Paebes).

Ao todo, 50 unidades de ensino com os maiores IREs foram contempladas com o auxílio financeiro de R$ 70 mil e outras 50 escolas com os menores IREs também foram premiadas com o auxílio de R$ 50 mil, somando um montante de R$ 4.125.000,00 em recursos destinados à premiação das 100 escolas. Estes recursos devem ser utilizados, exclusivamente, tanto pelas escolas com maiores IRE quanto pelas com menores IRE, em ações de fortalecimento da aprendizagem e melhoria dos indicadores educacionais.

Além do repasse dos recursos, o Escola que Colabora visa promover ações colaborativas técnico-pedagógicas entre as escolas. Cada escola premiada com R$ 70 mil fica responsável por desenvolver, durante dois anos, ações de cooperação técnico-pedagógica com uma das escolas com menor resultado de aprendizagem expresso pelo IRE.

Confira aqui a lista com a relação das escolas contempladas

Barra de São Francisco

A segunda edição do Prêmio Escola que Colabora, criado no ano passado, no âmbito do Pacto pela Aprendizagem no Espírito Santo (Paes), contemplou mais duas escolas de Barra de São Francisco este ano.

As escolas municipais Luciene Matos Ferreira e Sebastião Albano, conquistaram a 37ª e a 50ª posição, respectivamente, e já estão recebendo a primeira parcela (75%) do prêmio de R$ 70 mil.

No ano passado, o município teve uma escola – Otto Saar, no córrego do Itá – entre as 50 primeiras e outra, Neuza Fernandes da Silva, no bairro Colina, foi contemplada com auxílio de R$ 50 mil por meio de ações colaborativas técnico – pedagógica entre as escolas com maior IRE.

Para a coordenadora do Paes e do Escola que Colabora no município, pedagoga Ana Lúcia Colombeki, o resultado deste ano aponta uma evolução em duas escolas de periferia – Vila Luciene e Vila Vicente – que conseguiram inovar durante a pandemia e fazer com que os alunos obtivessem bons resultados nas provas do Paebes em 2021.

“Os recursos (do prêmio) são importantes, mas é preciso destacar que o diálogo, a gestão e a participação dos pais, o envolvimento das famílias, são ainda mais importantes para que bons resultados sejam alcançados.”

Para a diretora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Luciene Ferreira Matos, na Vila Luciene, Jaqueline Rodrigues de Souza Possati, a conquista foi uma ‘agradável surpresa’ que contemplou o esforço geral dos educadores, pedagogos e demais profissionais da escola.

“Nós trabalhamos muito, mas não esperávamos um resultado tão bom, porque tivemos apenas três meses de aulas presenciais nos últimos dois anos, devido à pandemia. Mesmo assim, conseguimos manter nossos alunos e alunas estudando, com foco na Língua Portuguesa e Matemática, mas aplicando conceitos das duas matérias em todas as outras disciplinas”, relata.

No dia das provas externas do Paebes, Jaqueline conta que foi feito um esforço extra dos educadores para que nenhum aluno faltasse, ajudando a escola a obter uma nota melhor.

“Na última prova, por causa da chuva, nós fomos de carro, de moto, em busca de alunos que moram mais distante, que precisavam ser trazidos para o exame, tivemos muito diálogo com os pais e com os estudantes, para mostrar a importância da evolução deles e colocamos os pedagogos para identificar os eles tinham mais deficiência”, comenta a diretora.

Sebastião Albano

A diretora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Sebastião Albano, Luzinete Freitas Cândido Kaiser, também demonstrou surpresa com o resultado obtido.

“Ficar entre as 50 melhores escolas do Estado não é fácil, competimos com escolas de todo o Estado, de todos os tamanhos e estamos felizes com a resultado, que é fruto de muito trabalho, de reuniões com os pais dos alunos, de uso de tecnologia, como o celular, busca de atividades diferenciadas”, salienta Luzinete.

A diretora destaca ainda o apoio do Conselho Tutelar, na busca por alunos com problemas em casa e a triagem de alunos com maiores dificuldades de aprendizagem, para reforço.

“Fizemos muito uso de jogos pedagógicos, videoaulas, sala de reforço e, apesar da pandemia, conseguimos dar aos nossos alunos as condições para tirarem boas notas”, destaca.

Intercâmbio com Linhares

A próxima fase das escolas municipais no Programa Escola que Colabora será o intercâmbio com duas escolas do município de Linhares, que não tiveram bons resultados nas provas do Paebes.

A Escola Sebastião Albano terá intercâmbio com a Escola Municipal Baixo Quartel e a Luciene Matos Ferreira trocará experiências com a Escola Municipal Auto Guimarães e Souza, do bairro Shell.

De acordo com a coordenadora do programa em Barra de São Francisco, Ana Lúcia Colombeki, já estão sendo agendadas visitas às escolas de Linhares e também visita dos profissionais dessas escolas a Barra de São Francisco.

“Nós vamos apoiar essas duas escolas de Linhares, mostrando as nossas ações exitosas e também pretendemos aprender com elas. Essa etapa faz parte do programa, já que, para receber a segunda parcela, precisamos evoluir e ajudar na evolução de outras escolas do Estado”, explica Ana Lúcia.

Sobre o Escola que Colabora

O objetivo é a melhoria da aprendizagem e dos indicadores educacionais com foco na alfabetização na idade certa. O prêmio é destinado a contribuir para a melhoria da qualidade da educação básica da Rede Pública de Ensino dos municípios signatários do Paes e da Rede Estadual, promovendo ações de cooperação técnico-pedagógica entre escolas com altos indicadores educacionais e escolas com baixos indicadores.

As escolas premiadas recebem prêmio, em dinheiro, mediante depósito em conta específica do Conselho de Escola da unidade escolar, no montante de R$ 70 mil, dividido em duas parcelas, sendo a primeira correspondente a 75%, e a segunda, correspondente a 25% do valor total.

O Prêmio Escola que Colabora busca valorizar a gestão educacional com foco na aprendizagem do aluno; melhorar os indicadores educacionais (no Ensino Fundamental), que envolvem o domínio de competências em leitura, escrita e matemática; promover uma política de incentivo às escolas para melhorarem seus resultados de aprendizagem; bem como promover o apoio pedagógico e financeiro às escolas de Ensino Fundamental que apresentam os menores resultados de aprendizagem.

A classificação das escolas é feita com base no IRE, que apresenta uma síntese do resultado da unidade escolar aferido pelo Paebes, para cada ano do Ensino Fundamental participante da edição do Prêmio e disciplina avaliada. O IRE é a média das pontuações atribuídas aos padrões de proficiência, ponderada pelas porcentagens de alunos em cada nível.

O Paebes visa avaliar os estudantes do Ensino Fundamental e Médio das escolas da rede estadual, redes municipais associadas e escolas particulares participantes, em relação ao nível de apropriação dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática (de todas as etapas avaliadas) e, em anos alternados, em Ciências Humanas e Ciências da Natureza (a partir do 9º ano do Ensino Fundamental).

Os resultados são alocados em Padrões de Desempenho, que são categorias definidas a partir de cortes numéricos que agrupam os níveis da Escala de Proficiência, com base nas Metas educacionais estabelecidas pelo Paebes. Esses cortes dão origem a quatro Padrões de Desempenho, os quais apresentam o perfil de desempenho dos estudantes: Abaixo do Básico, Básico, Proficiente e Avançado.

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