ES: suspeito de matar ex-namorada a facadas se entrega à polícia

Luana Demonier, de 25 anos, foi assassinada no meio da rua ao voltar do trabalho na noite desta terça-feira (9). Horas antes, ela havia relatado que viu o ex a perseguindo.

Luana Demonier, de 25 anos, foi assassinada em Cariacica

Luana Demonier, de 25 anos, foi assassinada em Cariacica

O homem suspeito de matar a facadas a ex-namorada Luana Demonier, de 25 anos, se entregou à polícia no início da tarde desta quarta-feira (10). A informação é do G1ES.

Rodrigo Pires Rosa, de 38 anos, responde a oito inquéritos por violência doméstica na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Cariacica, na Grande Vitória, desde 2015. Ele já tinha um mandado de prisão em aberto desde dezembro de 2020.

 

Rodrigo Pires Rosa, de 38 anos, responde a oito inquéritos por violência doméstica

Rodrigo Pires Rosa, de 38 anos, responde a oito inquéritos por violência doméstica

Segundo a Polícia Civil, o assassinato ocorreu por volta das 19h desta terça (9), quando Luana chegava do trabalho. Enquanto fazia o trajeto, a jovem recebeu uma mensagem do ex-companheiro, que afirmava que iria matá-la. Ela foi atacada com cerca de 15 facadas e morreu no local.

Por causa das ameaças que sofria, Luana possuía uma medida protetiva contra o ex-companheiro.

No Tribunal de Justiça do Espírito Santo constam pedidos de medida protetiva contra o suspeito por cinco vítimas diferentes desde 2014.

“Ele responde por inquéritos policiais, por agressões de cinco mulheres diferentes. Ele já esteve preso pelo crime de ameaça”, explicou a delegada Michelle Meira, da Gerência de Proteção à Mulher (GPM) da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp).

Em julho de 2020, o homem foi preso em flagrante pelo crime de ameaça e encaminhado ao Centro de Triagem de Viana. Ele foi liberado pela Justiça em setembro.

Em novembro do ano passado, depois de sair da prisão, outra ex-namorada foi perseguida pelo mesmo homem, que ameaçou matá-la com uma faca. A mulher conseguiu fugir para uma casa, onde foi protegida pelos moradores.

Essa e outras investigações geraram mandados de prisão contra o suspeito. De acordo com a polícia, ele foi alvo da Operação Marias, realizada em dezembro de 2020, e não foi localizado. Em janeiro, novas diligências para prender o suspeito aconteceram e ele não foi localizado novamente.

Em dezembro do ano passado, Luana e as outras duas ex-companheiras do homem haviam relatado os episódios de violência e de ameaças em reportagens do G1 e da TV Gazeta.

De acordo com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), Rodrigo Pires Rosa ficou preso de agosto de 2017 a setembro de 2020 em razão da Lei Maria da Penha e foi liberado do sistema penitenciário mediante decisão judicial.

As mulheres se uniram para denunciar o homem após uma delas, com quem o homem se relacionou por último, ter sido perseguida por ele pelas ruas do bairro Nova Rosa da Penha, também em Cariacica.

Um vídeo, registrado em novembro do ano passado, mostra o homem correndo atrás da mulher com uma faca. Ela só consegue fugir dele ao entrar dentro de uma casa, onde foi protegida pelos moradores.

Rodrigo Pires Rosa, 38, apareceu perseguindo ex-companheira com uma faca em Cariacica

Rodrigo Pires Rosa, 38, apareceu perseguindo ex-companheira com uma faca em Cariacica

Horas antes de morrer, a jovem Luana enviou um áudio em um grupo de aplicativo de mensagens contando que foi perseguida pelo ex-companheiro durante a manhã.

A mensagem foi enviada a outras duas ex-mulheres do mesmo homem, que também o acusam de ameaças e atos de violência. As três relatam já ter medidas protetivas contra ele.

“Eu não ia contar nada para vocês, porque estou resolvendo com os policiais da Maria da Penha (referência à Lei Maria da Penha, que prevê punições em casos de violência doméstica), mas o Rodrigo me perseguiu hoje de manhã de novo”, disse Luana no áudio.

Luana chegou a ter uma filha com o homem, mas a criança morreu ainda bebê. No áudio, a jovem também descreveu as roupas usadas por Rodrigo e afirmou que procuraria a Delegacia da Mulher para relatar a nova ameaça.

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