ES: Polícia, Samu e Corpo de Bombeiros receberam, em média, 571 trotes por dia em 2021

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Os contatos de emergência como o 192, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e 193, do Corpo de Bombeiros, são de importância extrema para o rápido atendimento de ocorrências em todo o Espírito Santo. Contudo, chamadas falsas para as autoridades dificultam todo o processo e podem até mesmo custar vidas. O levantamento é de João Brito, do g1 ES.

Durante todo o ano de 2021, de acordo com a Associação de Cabos e Soldados do Espírito Santo, foram 2.007.160 chamados para o Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), que reúne os acionamentos para Samu, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Corpo de Bombeiros.

Ao todo 208.455 desses chamados eram trotes, cerca 10% do total de ligações. O que representa, em média, 571 acionamentos falsos por dia para os serviços de emergência em 2021.

Para o presidente da associação, cabo Eugênio, além de prejudicar vítimas que realmente precisam de ajuda, os trotes potencializam o desgaste emocional de toda a cadeia de atendimento emergenciais, podendo causar até mesmo acidentes envolvendo oficiais e socorristas.

“O tempo é extremamente importante, um minuto a mais ou um a menos decide muita coisa em uma ocorrência. Muitas das vezes quando chegam ao local e não acha a ocorrência, nós não voltamos. Nós procuramos nas adjacências para tentar encontrar a ocorrência. E aí quando não encontra e depois é acionada para atender com mais rapidez outra, real, pode até acontecer um acidente fatal durante o percurso. Prejudica todos”, disse.

Os períodos mais restritivos da pandemia no Espírito Santo, em que mais pessoas ficaram em casa, não refletiram em alta no número de trotes aos serviços de emergência, na avaliação de Eugênio. Contudo, o presidente fez um apelo para que o problema das chamadas falsas não se torne comum no estado.

“Clamamos sempre para que haja essa conscientização. Para que haja responsabilidade, para que não aconteça isso. Nós também damos suporte aos militares. Temos um núcleo de apoio psicossocial, que trabalha todo esse fator psicológico. O trote gera desgaste, pode promover novos acidentes e o militar acaba ficando muito abalado. Buscamos dar esse suporte e é o que sempre digo: com todo esse problema, perde a corporação e perde também a sociedade”, finalizou o cabo, referindo-se ao Núcleo de Apoio Psicossocial (NAP).

 

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