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ES: Polícia Civil prende mentor de assaltos a joalherias que já deu prejuízo de mais de R$ 500 mil

A Polícia Civil anunciou durante coletiva realizada na manhã desta terça-feira (9) a prisão de Wkerle Guilherme Silvares, de 45 anos, apontado como mentor de dois assaltos realizados em joalherias de shoppings em Vila Velha e Serra, na Grande Vitória.

Segundo a Polícia Civil, os roubos teriam causado prejuízo de mais de R$ 500 mil aos empresários donos dos estabelecimentos. As joias roubadas eram vendidas para a compra de drogas, a fim de abastecer o tráfico.

A ação que resultou na prisão do suspeito foi realizada pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), que identificou ainda um adolescente de 16 anos como participante da ação criminosa. Ele teve o pedido de apreensão apresentado à Justiça.

Segundo o delegado titular do Deic, Gabriel Monteiro, tanto o homem preso quanto o adolescente possuem diversas passagens por roubo e tráfico. Um terceiro homem também teria participação nos assaltos, mas ele ainda não foi identificado.

Os dois roubos foram realizados entre janeiro e fevereiro deste ano. De acordo com o delegado, Wkerle ia antes ao shopping e fazia o reconhecimento do local, elaborando a ação. Ele passava, então, as informações e todas orientações para realização do crime ao adolescente e ao homem que ainda não foi identificado pela polícia.

Posteriormente, com máscaras e bonés, o adolescente e o terceiro homem iam à loja se passando por clientes e, quando a vendedora apresentava o mostruário das joias, eles sacavam as armas e anunciavam o assalto.

Wkerle Guilherme Silvares, de 45 anos, foi apontado como mentor de dois assaltos em joalherias — Foto: Polícia Civil

Wkerle Guilherme Silvares, de 45 anos, foi apontado como mentor de dois assaltos em joalherias — Foto: Polícia Civil

A polícia começou a investigar o caso logo após o primeiro assalto, realizado em janeiro. Quando o segundo roubo foi realizado, em fevereiro, foi localizado o carro utilizado no crime. Os assaltantes, que estavam no carro, conseguiram fugir e chegaram a jogar o carro em cima dos policiais.

As diligências continuaram e, cerca de dez horas depois, os policiais conseguiram localizar a casa dos assaltantes, que fica em Vila Velha.

No dia, não havia ninguém em casa, mas o veículo utilizado no crime estava estacionado dentro da garagem e, no carro, estavam as vestimentas utilizadas no crime.

Dentro da residência foram encontrados ainda quatro cordões roubados e diversas etiquetas de cordões, pulseiras e brincos, além de um carregador de pistola e cerca de oito frascos de lança perfume.

“Diante disso, entramos em contato com a vítima, que compareceu à delegacia e reconheceu esse criminoso como um dos autores, bem como a propriedade do cordão e das etiquetas. Então, aprofundamos ainda mais a investigação e conseguimos a identificação desse indivíduo maior e ainda de um adolescente de 16 anos, e concluímos o inquérito. Assim que sair essa decisão da Justiça, vamos estar apreendendo o adolescente e trabalhamos para identificar o terceiro indivíduo”, disse o delegado.

Investigações da Polícia Civil apontam que criminosos usavam dinheiro das joias roubadas para comprar drogas e financiar o tráfico — Foto: Assessoria Polícia Civil

Investigações da Polícia Civil apontam que criminosos usavam dinheiro das joias roubadas para comprar drogas e financiar o tráfico — Foto: Assessoria Polícia Civil

A prisão de Wkerle foi feita em outubro, na residência de Vila Velha. Ele tentou mais uma vez resistir à prisão. O suspeito estava em casa com uma criança de três anos.

“No local encontramos aproximadamente três quilos de substância semelhante à cocaína. É uma quantidade grande. Tinha inclusive parte dessa substância em cima do armário da criança. Quer dizer, é um caso sem escrúpulo de um criminoso contumaz, que precisa ser retirado de circulação para evitar práticas de outros crimes”, destacou o delegado.

“Esta foi mais uma associação criminosa retirada do mundo do crime. O que chama a atenção, mas que para nós já é uma rotina, é que grande parte desses perpetradores trabalham na área patrimonial para investirem no tráfico de drogas”, destacou o delegado-geral Darcy Arruda.