ES não descarta adotar “lei seca” para combater aglomerações durante a pandemia

A adoção de uma “lei seca” com finalidade de reduzir aglomerações, entre o final da noite e o início da manhã, está no “radar” do Governo do Estado para ser incluída entre as medidas que possam ser adotadas no combate à pandemia do novo coronavírus.

A lei seca já é adotada em outras regiões do país. “Não existe nenhuma conversa adiantada neste sentido, mas evidentemente não descartamos essa possibilidade como uma forma de reduzir as aglomerações pelo Estado”, afirmou o comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Cerqueira, em entrevista à Rádio Jovem Pan News Vitória, na manhã desta segunda-feira.

Cerqueira é integrante da chamada Sala de Situação, um comitê composto por membros do governo e da sociedade civil organizada, que discute ações e medidas para evitar a disseminação da covid-19 no Espírito Santo.

Na entrevista, Cerqueira disse que o Estado vai reforçar a fiscalização neste fim de ano, principalmente nas praias. Em casos extremos, ele afirma que participantes de festas desautorizadas podem ter tendas e outro materiais apreendidos.

Diferentemente do que pensa do comandante geral dos bombeiros, a procuradora geral de Justiça do Ministério Público (MP) do Estado, Luciana Andrade, avalia que a adoção de uma “lei seca” levaria as aglomerações das ruas às casas dos capixabas.

“É uma medida que, sem dúvida alguma, reduziria as aglomerações. Mas elas poderiam, de alguma forma, sair das ruas e serem ‘deslocadas’ às casas das pessoas”, avaliou a procuradora.

Para a chefe do MP, a conscientização da população faz mais efeito no combate à pandemia.

Informações: Folha Vitória

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