ES: acusado de matar amigo em 2008 é condenado por homicídio culposo

Um primeiro julgamento, em 2014, absolveu Marcos Vitor Rocha Martins pela morte de Leonardo Cavalcanti, de 18 anos. O resultado foi anulado um ano depois e, agora, Marcos deverá cumprir pena de um ano, quatro meses e 20 dias de prisão, mas em regime aberto.

Leonardo Zanotti tinha 18 anos quando morreu em Vila Velha — Foto: Bernadete Zanotti/Arquivo pessoal

Leonardo Zanotti tinha 18 anos quando morreu em Vila Velha — Foto: Bernadete Zanotti/Arquivo pessoal

Acusado de assassinar o amigo Leonardo Cavalcanti com um tiro no rosto em 2008, Marcos Vitor Rocha Martins foi condenado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A sentença do julgamento foi proferida na noite desta quinta-feira (3).

Pelo crime, Marcos deverá cumprir pena de um ano, quatro meses e 20 dias de prisão, mas em regime aberto.

A condenação de Marcos ocorre 12 anos após a morte de Leonardo, que, na época, tinha 18 anos. Este é o segundo julgamento do caso. No primeiro, que aconteceu em 2014, Marcos foi inocentado pelo Tribunal do Júri. Entretanto, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) anulou o resultado.

As informações sobre o resultado do julgamento, que começou nesta quinta-feira e teve fim no mesmo dia, no Fórum de Vila Velha, na Grande Vitória, foram repassadas pela família da vítima.

Nas redes sociais, a irmã de Leonardo, Vanessa Zanotti Cavalcanti, lamentou o fato de que Marcos responderá em liberdade pelo crime em função da pena pequena a qual foi sentenciado.

“Ocorre que por razão da forma como as leis são, a defesa do executor teve a possibilidade de contar com a demora de todos esses anos para que ele não precise cumprir a pena com sua liberdade restrita. Em outras palavras, aquele que atirou no meu irmão não será preso porque o processo demorou anos demais para ser concluído e julgado”, disse Vanessa.

O G1 entrou em contato com a defesa de Marcos Vitor Rocha Martins, mas o advogado não se manifestou sobre o caso até o momento.

De acordo com a investigação e testemunhas, a vítima e o atirador eram amigos. Marcos convidou Leonardo pra ir à casa dele no dia da morte.

No local, segundo o inquérito, Marcos pegou uma arma do pai, que era policial civil, colocou munição e atirou contra a vítima. Tudo teria sido presenciado por uma terceira pessoa, mas o nome dela não foi divulgado.

Em 2014, o réu Marcos Vitor Rocha Martins foi inocentado pelo Tribunal do Júri, mas o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) anulou o julgamento no ano seguinte.

Segundo o TJ, não foram consideradas provas claras da inocência dele, como o réu ter assumido o crime para uma atendente do hospital para onde a vítima foi levada e também o fato de o tiro ter sido disparado de cima para baixo, afastando, segundo a decisão, a hipótese de suicídio.

A defesa de Marcos recorreu e em 2016 o pedido foi negado. Por isso, um novo julgamento aconteceu nesta quinta-feira, terminando com a condenação do réu.

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