Enivaldo pede ao governador que flexibilize distanciamento social

Para permitir que haja um funcionamento pelo menos parcial das atividades econômicas, não bloqueando o fluxo de caixa principalmente dos microempreendedores, pequenas e médias empresas, o deputado estadual Enivaldo dos Anjos (PSD) encaminhou ao governador Renato Casagrande (PSB) um pedido para que adote o distanciamento social vertical no Estado para proteger as pessoas de alto risco da propagação do novo coronavírus.

Em contrapartida, defende uma campanha intensa de conscientização da população mais jovem para que preserve seus idosos e pessoas que têm doenças que as põe em risco, não estabelecendo contato com eles. Para o parlamentar, a falta de habilidade dos líderes nacionais, “que politizaram uma séria questão de saúde pública”, estabeleceu a discórida e a confusão, sem se saber a quem obedecer, se a voz do Presidente ou as orientações das autoridades sanitárias.

“Toda ação corresponde a uma reação. Manter tudo fechado, como foi feito, pode gerar esse problema jurídico, abrir tudo de uma vez, sem critério, pode provocar um descontrole sobre a expansão do coronavírus e provocar uma tragédia na saúde pública. É preciso equilíbrio e diálogo”, disse Enivaldo.

Nesta quinta-feira (26), Enivaldo dos Anjos condenou a condução nacional das discussões sobre as medidas de contenção do coronavírus.

“É uma situação preocupante sob todos os aspectos. Houve uma politização exarcebada de um problema de saúde pública, conflitos de opiniões, falta de bom senso em várias instâncias e um desespero da população pelo que será o amanhã. Lamentavelmente, um tema tão caro, que é a saúde da população, virou bandeira política, perdendo a legitimidade. Da mesma forma, isso passou a ameaçar a sobrevivência dos negócios e do trabalho”, disse Enivaldo.

O deputado salientou, entretanto, que a flexibilização do distanciamento social não significa que a população pode relaxar. “Pelo contrário, será necessário se ter ainda mais atenção e tornar, definitivos, os hábitos de higienização frequente das mãos e de trocar de roupa e tomar banho ao chegar da rua, deixando os sapatos da rua só para a rua”, disse.

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