Enfermeiro de 39 anos morre após cair de parapente em Alfredo Chaves, no Sul do Espírito Santo

De acordo com familiares, Wanderley Nilo Barata era habilitado para fazer voos livres desde 2018. Na manhã deste domingo (20), ele caiu durante um voo e chegou a ser resgatado, mas não resistiu aos ferimentos.

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Wanderley Nilo Barata, 39 anos, morreu após cair de um parapente em Alfredo Chaves. — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Wanderley Nilo Barata, 39 anos, morreu após cair de um parapente em Alfredo Chaves. — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Um enfermeiro de 39 anos morreu após cair de parapente na manhã deste domingo (20). Wanderley Nilo Barata havia saltado na rampa de voo livre de Cachoeira Alta, em Alfredo Chaves, no Espírito Santo.

De acordo com familiares, Wanderley era praticante de voo livre desde 2018 e possuía habilitação para o esporte. A queda aconteceu depois que a vela do equipamento se fechou no ar.

“Ele já estava voando há três minutos, mas a vela fechou e ele perdeu a velocidade. Quando a vela começou a fechar, viram ele sumindo atrás de um monte. Eles não viram ele cair. Mas ele sumiu e não apareceu mais”, contou a cunhada de Wanderley, Nataly de Oliveira Freitas.

Na manhã deste domingo, Wanderley e a esposa, que moravam em Cariacica, decidiram ir a Alfredo Chaves para aproveitar o dia de folga. A filha do casal, de oito anos de idade, ficou aos cuidados de Nataly.

“Ele estava muito contente com aquilo porque era a folga dele, porque como ele trabalhava muito, dia de folga ele falava ‘Oba, tem sol, eu vou voar’. Ele gostava muito”, lembra a cunhada.

A queda de Wanderley aconteceu antes das 10h e ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos múltiplos ferimentos. De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), o Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência.

Uma equipe de militares se deslocou por terra para atender o enfermeiro, que já apresentava um quadro grave. No entanto, foi preciso acionar o Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer) para fazer o resgate.

“Posteriormente, pela dificuldade de acesso à região e impossibilidade de retirada do ferido via terrestre, foi acionada a aeronave do Notaer, que realizou o resgate e deixou a vítima aos cuidados de uma ambulância municipal, na área de pouso. O esportista foi levado até uma unidade de saúde, onde teve o óbito constatado”, informou a Sesp em nota.

Wanderley atuava como enfermeiro no Pronto Atendimento (PA) de Cobilândia e no Centro de Reabilitação Física do Espírito Santo (Crefes), ambos em Vila Velha. De acordo com Nataly, ele era experiente e prezava pela segurança na prática do esporte.

“Ele era muito cuidadoso com essa questão de segurança, conferia tudo. Se não estivesse tudo 100%, ele não ia”, frisou a cunhada.

Segundo Nataly, o resgate aéreo aconteceu por volta das 13h, ou seja, três horas após a queda de Wanderley. Para a família, um socorro mais ágil poderia ter dado ao enfermeiro mais chances de sobreviver ao acidente.

“Se tivesse chegado em uma hora e meia, por exemplo, na metade desse tempo, a gente acha que ele não teria partido. A gente fica sem saber o que pensar, porque a gente não sabe a vontade de Deus, a gente tem que aceitar, mas o pessoal que participa desses voos devia ter uma estrutura de atendimento porque não é a primeira vez. A gente sabe que é um esporte perigoso, mas devia ter uma atenção melhor. Já que existe esse esporte, o apelo é para que as pessoas abram os olhos e fiquem mais atentas com a estrutura de atendimento em acidentes”, disse Nataly.

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