Empresas de diálise cobram socorro financeiro do Governo Federal

obre a importância de investimentos na área. Elas reivindicam a aprovação de um projeto de lei, em tramitação na Câmara dos Deputados, que transfere R$ 257 milhões de recursos da União para socorrer financeiramente as clínicas de diálise que prestam serviços ao SUS. 

O projeto em tramitação na Câmara dos Deputados tem o objetivo de compensar os custos no setor de diálise nos quatros primeiros meses da pandemia (15 de março a 15 de julho). Nesta quinta-feira, a Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) promove o “Dia D”, web seminário que discutirá o futuro do segmento.

De acordo com a Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT), em todo o país, existem aproximadamente 800 clínicas conveniadas ao SUS. A autora do projeto, a deputada federal Carmen Zanotto, afirma que o setor atravessa uma grave crise financeira devido à pandemia da Covid-19, porque, as prestadoras do serviço tiveram que adequar os espaços físicos para oferecer uma melhor segurança aos pacientes. 

Além disso, segundo a parlamentar, essas empresas tiveram que aumentar a oferta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos profissionais de saúde, por conta do novo coronavírus. “Ou seja, [precisam comprar mais] máscaras, luvas, aventais, e também tiveram que afastar os trabalhadores do grupo de risco e contratar outros profissionais para substituí-los. As despesas no setor aumentaram muito”, explica.

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Procedimento

A hemodiálise é um tratamento oferecido a pacientes com insuficiência renal e o seu tratamento é realizado por meio de um equipamento específico em que o sangue dessas pessoas é filtrado. Após o procedimento, o sangue retorna ao corpo do paciente com menos impurezas. Basicamente, a máquina de hemodiálise desempenha o papel dos rins. 

Reajuste

Outra reivindicação é o reajuste da sessão de diálise no SUS para R$ 263, sendo que atualmente o valor aplicado é de R$ 194.

Marcos Vieira, presidente da ABCDT, alega que, mesmo com a pandemia, o setor não pôde parar em nenhum momento, pois a interrupção do tratamento de hemodiálise pode custar a vida do paciente. Ele defende a aprovação da proposta com urgência. “A crise é substancial no setor de hemodiálise, algo que que precisa ser resolvido de forma emergencial”, defende. 

Questionado sobre ações do governo federal para socorrer financeiramente o setor, o Ministério da Saúde afirma que liberou, entre janeiro e abril deste ano, mais de R$ 1,4 bilhão para o custeio de quase 5,5 milhões de procedimentos de diálise. 
 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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