Empresários e funcionários vão para a rua e protestaram contra decreto estadual em Ecoporanga

Aproximadamente 120 empreendedores de Ecoporanga na região noroeste do Estado fizeram na manhã da última segunda-feira, 22 de março de 2021, uma manifestação pacífica, não concordando com regras do decreto do governo do estado, que descriminam os lojistas dos segmentos não considerados como essências na visão das autoridades, o que é lamentável e injusto, protestaram os empreendedores. A informação é do site agitaeco.

Cada empresa na sua maioria pequenos estabelecimentos estavam com tecidos preto simbolizando a morte dos micros empreendedores, a morte da economia, a morte dos empregos, além dos comerciantes e colaboradores exibiram cartazes dizendo:

* Queremos trabalhar!

*Não posso perder o meu emprego! Como pagarei os meus impostos?

*O comércio não é o vilão!

*Todo trabalho é essencial

*Quem faz a economia girar merece respeito

*Essa culpa não é do comércio

*Essa culpa não é dos
prestadores de serviços

Para finalizar vários lojistas participaram de uma carreata, acompanhando de um trio elétrico com palavras de ordem: Nós comerciantes respeitamos as autoridades seja municipal, estadual e federal;

Mas não podemos nos calar diante de um decreto tão injusto especialmente dos segmentos chamados “Não Essenciais”;

Essenciais são todos que lutam para sobreviver, especialmente neste tempo difícil para honrar os compromissos com os impostos, aluguéis, funcionários, fornecedores entre outros;

Nós não estamos sendo egoístas diante do sofrimento das famílias que sofrem com as perdas dos seus entes queridos, de forma alguma, somos solidários aos nossos irmãos!!

Mas a situação econômica tem se agravado a cada dia por falta de renda, empregos, homens e mulheres que não sabem mais o que fazer para levar comida para os seus filhos;

O comércio, principalmente os micros empreendedores não conseguem ter mais do que dois ou três clientes nos seus estabelecimentos. E ainda temos condições de organizar o controle dos clientes em nossas lojas seguindo os protocolos da saúde;

Portanto, pedimos as autoridades que tenha sensibilidade diante dos nossos sofrimentos. Faça alguma coisa por esta classe que é responsável por manter vários empregos na cidade;

Dependendo da situação vamos ter que começar a fazer as demissões com muita dor no coração de pessoas que nos ajudam no dia a dia das nossas lojas;

Suplicamos, imploramos diante das autoridades que flexibilize o decreto para que possamos trabalhar mesmo com algumas restrições sem sermos discriminados; sem sermos multados.

Apelamos também junto as autoridades que providencie urgentemente os medicamentos para o tratamento precoce aliado com a vacina para salvar vidas e a economia também.

Sabemos também da falta de vagas nos hospitais da região, e diante disso clamamos que faça convênios, parcerias para colocar UTI em nosso hospital para salvar vidas sem ser necessário ter que buscar socorro em outros municípios.

“O que a gente quer é a igualdade, o nosso direito de pagar os nossos impostos, os nossos boletos, as nossas contas. Estamos dispostos ao diálogo, a conversar, e atender todas as normas que saúde deseja da gente, que as autoridades olhem para nós”. Disse o comerciante Genedir Silva.

 

 

Leia mais

Leia também