Embaixador chinês condena “bullying tecnológico” dos EUA e insta governo brasileiro a promover concorrência justa no 5G


O embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, em entrevista ao Estadão/Broadcast, comentou sobre o potencial do 5G, cuja China é um dos principais desenvolvedores. Para ele, a tecnologia impulsionará o desenvolvimento, mas somente se os Estados Unidos deixarem de atuar de maneira anti-competitiva. 

“No contexto mundial do avanço da nova transformação em ciência e tecnologia e da revolução industrial, o 5G vai dar um impulso ao crescimento econômico dos países. Portanto, é fundamental, para qualquer país, escolher equipamentos de 5G verdadeiramente confiáveis, avançados e de melhor custo-benefício. O mercado e os consumidores só se beneficiarão com uma concorrência justa, equitativa, aberta e transparente”, avaliou Wanming.

O embaixador condenou as movimentações do governo Biden, que promove a narrativa de que fornecedores chineses, como a Huawei, não são confiáveis. Wanming destacou que os rivais geopolíticos buscam manter sua rede de espionagem global e a hegemonia de seus grandes monopólios.  

“Mesmo com um histórico manchado em matéria de segurança de internet e autor descarado de ataques cibernéticos contra outros países, os Estados Unidos têm usado repetidamente o pretexto de segurança nacional para cercear empresas chinesas de alta tecnologia e interferir na escolha autônoma de parceiros de 5G por outros países. O objetivo não é, de forma alguma, proteger a segurança cibernética, mas sim manter sua rede de vigilância e a hegemonia digital, um ato típico de bullying tecnológico. Acreditamos que o governo brasileiro vai levar em consideração os próprios interesses nacionais para viabilizar uma concorrência leal entre as empresas com regras transparentes, imparciais e livres de discriminação. Isso é propício para a parceria sino-brasileira no 5G, os interesses de operadoras brasileiras e a lisura do ambiente de negócios em geral”, prosseguiu.


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