Embaixada dos EUA em Moscou anuncia que reduzirá 75% de seu pessoal consular


A embaixada dos EUA em Moscou anunciou nesta sexta-feira (30), que reduzirá 75% de seu pessoal consular a partir de 12 de maio devido à proibição de contratação de nacionais da Rússia e de países terceiros, informou hoje a imprensa local.

A legação diplomática disse em uma declaração que a prestação de serviços consulares será limitada a situações de emergência para cidadãos americanos e um número muito limitado de vistos de imigrantes em casos de emergência de idade ou questões de vida ou morte.

‘Estas reduções de serviço são necessárias devido à notificação de 23 de abril de que o Governo da Rússia pretende proibir a missão dos EUA na Rússia de empregar cidadãos estrangeiros em qualquer capacidade’, disse a notificação.

De acordo com o texto publicado em seu website, o consulado dos EUA em Moscou deixará de processar vistos de não-imigrantes para viagens não-diplomáticas.

A embaixada esclareceu que a prestação de serviços de emergência aos cidadãos dos EUA na Rússia poderia ser atrasada porque os funcionários consulares têm capacidade limitada para viajar fora de Moscou.

Nos últimos dias, Moscou informou que a missão de Washington em Moscou não poderá contratar nacionais da Rússia ou de países terceiros, uma prática que, segundo a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, se tornou um mecanismo de recrutamento de agentes.

O Executivo também notificou à embaixada que seus funcionários terão que obter autorizações para viajar a mais de 40 quilômetros da sede diplomática ao viajar dentro do país, uma autorização que até agora não era obrigatória.

As relações entre a Rússia e os Estados Unidos pioraram após 15 de abril, quando o presidente dos EUA, Joseph Biden, aprovou medidas unilaterais contra 32 entidades e indivíduos russos e expulsou 10 funcionários da embaixada de Moscou em Washington.

O Kremlin declarou posteriormente 10 funcionários da embaixada dos EUA em Washington persona non grata e sancionou oito altos funcionários à frente de seu governo.

(Foto: Prensa Latina)

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