Em uma semana, cinco cargas de cerveja sem nota fiscal são apreendidas no Espírito Santo

Para a Receita Estadual, a prática pode estar sendo adotada por comerciantes como forma de aumentar os lucros durante a pandemia.

Na mesma semana, cinco cargas de cerveja sem nota fiscal foram apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em estradas do Espírito Santo. Para a Receita Estadual, a prática pode estar sendo adotada por comerciantes como forma de aumentar os lucros durante a pandemia, quando as vendas estão mais baixas.

A primeira apreensão aconteceu na terça-feira (21), quando os policiais flagraram aproximadamente 18 mil litros de cerveja sem comprovação fiscal sendo transportados em uma carreta. Menos de 24 horas depois, houve outra apreensão. No dia seguinte, ocorreram a terceira e a quarta. A quinta apreensão foi na sexta-feira (24).

Ao todo, foram quase 90 mil litros de cerveja apreendidos, o que representa representa quase 260 mil latinhas ou 150 mil garrafas.

De acordo com o inspetor Valdo Lemos, da PRF, a bebida vinha de outros estados.

“Estavam vindo da região Nordeste. Três casos da Bahia e dois do estado de Sergipe. Como a carga não vem aparente, nós fiscalizamos mais os veículos na busca desse tipo de mercadoria, porque parece que é uma prática recorrente”, disse.

Quando uma carga é vendida sem nota fiscal, impostos deixam de ser recolhidos, o que causa um prejuízo para os cofres públicos. É um dinheiro que deixa de ser investido.

O gerente fiscal da Receita Estadual, Bruno Aguilar Soares, acredita que, deixando de recolher impostos, comerciantes querem vencer a concorrência.

“Podem estar buscando oportunidades nesse momento de ampliar os lucros através da prática irregular buscando empresas de fachada em outros estados para trazer essa mercadoria sem nota e afetar a concorrência para o contribuinte capixaba”, disse.

Mas, se descobertos, os responsáveis podem ter um grande prejuízo. Todas as cargas apreendidas sem nota fiscal são recolhidas e só liberadas quando o imposto e multa são pagos.

Das cinco cargas apreendidas na semana passada, quatro foram liberadas após pagamento de cerca de R$ 300 mil reais de multas, no total.

Além disso, a Receita Estadual abre uma investigação para identificar a cadeia de compra e venda dessas mercadorias.

“Essas fiscalizações não se encerram apenas na apreensão. As empresas que se utilizam dessa prática de adquirir mercadoria que não tem a procedência regular dos tributos também são fiscalizadas. Toda essa rede de sonegação tributária também é investigada pelo fisco”, disse Aguilar.

 

 


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