Em um mês de Campanha contra Influenza, Espírito Santo tem 12,6% de cobertura vacinal

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Há um mês desde o início da 23ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, o Espírito Santo apresenta cobertura vacinal de 12,6% do público-alvo. No ano anterior, o Estado foi o primeiro no Brasil a atingir a meta de imunização com 90% de cobertura em menos de dois meses de Campanha. Os dados são do LocalizaSus, desta quarta-feira (12).

O Espírito Santo encontra-se na sexta posição entre os estados com melhor cobertura, porém, segundo a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis, Danielle Grillo, é necessária mais rapidez para que o Estado possa alcançar o cenário ideal.

“É uma realidade preocupante em todo País, que vem apresentando baixas coberturas vacinais contra a Influenza. Estamos há um mês desde o início da Campanha, e o ideal é que tivéssemos com uma cobertura de, ao menos, 30%”, informou a coordenadora.

Danielle Grillo esclarece que mesmo com a concomitância da Campanha contra a Covid-19, a população-alvo precisa também receber a dose para Influenza. “É muito importante que todos os grupos prioritários sejam imunizados contra a Influenza, uma vez que são aqueles mais vulneráveis e que apresentam maior risco de agravamento pela doença. E neste momento, com a pandemia de Covid-19, não sabemos ainda como vai se comportar a sazonalidade da Influenza, com chances de circulação concomitante dos dois vírus. Por isso, é muito importante termos essas medidas de prevenção”, disse.

Além disso, a coordenadora ressalta que o público contemplado em ambas campanhas –  como são os casos de gestantes e puérperas com comorbidades, trabalhadores da saúde, professores e idosos –, a orientação é que seja feita primeiramente a aplicação da vacina Covid-19, e atentar-se ao intervalo de aplicação entre as vacinas contra a covid-19 e influenza, que são de 14 dias.

Atualmente a Campanha contra Influenza encontra-se na segunda etapa, com ampliação da imunização a idosos de 60 anos ou mais e professores. Além deles, o Ministério da Saúde orienta também que o público da primeira etapa de crianças de seis meses a menores de 6 anos, gestantes e puérperas, indígenas e trabalhadores da saúde, deem continuidade à vacinação até alcançarem a meta preconizada.

 

Importância da cobertura vacinal da Influenza

Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis, Danielle Grillo, atingir a meta de cobertura vacinal de 90% nos públicos-prioritários para a vacina contra a Influenza se dá, em especial à vulnerabilidade desses indivíduos diante da doença.

“Em especial crianças, gestantes, puérperas e idosos com quadro de gripe podem complicar, levando a internações e mortes. Neste cenário de circulação da SARS-CoV-2, é importante diminuirmos as Síndromes Respiratórias Agudas Graves e não sobrecarregarmos os serviços de saúde. Temos uma ótima vacina à disposição da população”, explicou.

Além disso, a coordenadora lembra que a população também precisa ficar atenta em relação à resposta imunológica e ao cenário epidêmico da Influenza. “A vacina do ano anterior tem o tempo de resposta imunológica de seis a 12 meses. Além disso, este ano a vacina sofreu modificação em duas cepas da Influenza A, que tem potencial epidêmico, uma vez que houve a mutação do vírus, precisamos atualizar a vacinação”.

E faz um pedido em especial aos pais: “Levem seus filhos ao serviço de saúde para receber a vacina. Crianças de seis meses até menores de 6 anos têm a dose garantida”.

 

Dados da 23ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza no Espírito Santo

Segundo dados do LocalizaSus, o Espírito Santo apresentava uma cobertura vacinal de 12,6%, ocupando a sexta posição entre os estados com maior cobertura no País. A meta preconizada pelo Ministério da Saúde é de 90%.

O Estado distribuiu 657.600 doses de Influenza aos municípios capixabas, com aplicação de 29,8% das doses disponibilizadas.

Até esta quarta-feira (12), a cobertura vacinal é de 45,9% para crianças; 41,5% gestantes; 50,4% puérperas; 76,5% indígenas; e 21,9% para trabalhadores da saúde.

 


Leia mais

Leia também