Em dezembro, Índice de Confiança do industrial potiguar chegou ao maior patamar desde março

Em entrevista ao brasil61.com, Amaro Sales de Araújo, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), disse que está otimista quanto ao desempenho do setor no ano que vem e que os postos de trabalho fechados por causa da pandemia da Covid-19 devem ser restabelecidos.
 
A confiança de Amaro se expressa em números. De acordo com a Fiern, o indicador de expectativas – que mede a perspectiva dos empresários para os próximos seis meses – fechou novembro com 59,5 pontos, o que revela otimismo no desempenho em 2021.
 
Segundo Amaro, a chegada de uma vacina contra o novo coronavírus dará início a um novo ciclo e novas perspectivas para a indústria potiguar. “Com a possibilidade da vacina, a convivência com o coronavírus será menos dolorosa e, evidentemente, com repercussões positivas em todos os setores da economia. Trabalhamos com um cenário de controle da pandemia e o restabelecimento dos postos de trabalho!”, projeta.
 
Para ele, os primeiros reflexos positivos da retomada econômica devem alcançar as indústrias de alimentos, confecções e construção civil. Juntos, esses setores são responsáveis por cerca de 30% do PIB Industrial potiguar, o que equivale a R$ 3,4 bilhões. “Há uma interligação muito estreita entre os setores e um, de fato, traz o outro para dentro do ciclo virtuoso da economia. O importante é que o ciclo virtuoso da economia seja acionado e apoiado”, acredita.

Arte: Brasil 61
 
Balanço

O ICEI, índice que mede a confiança do industrial potiguar, alcançou os 60,9 pontos em dezembro. Foi o quinto mês consecutivo em que o valor esteve acima dos 50 pontos, o que significa que os empresários estão confiantes. O resultado é o melhor para um mês de dezembro desde o início da série histórica, que começou em 2010. Aos poucos, os industriais potiguares voltam ao patamar de confiança anterior à pandemia.  Em fevereiro, o indicador bateu os 63,7 pontos, patamar mais alto para o mês desde 2010.
 
Amaro destaca que a chegada da pandemia ao Brasil trouxe angústia para a indústria. Segundo ele, as medidas do governo federal, como a criação do auxílio emergencial e do programa de manutenção dos empregos, que permitiu a redução da jornada e do salário dos trabalhadores, tiveram impacto positivo sobre a economia.
 
Mesmo assim, a indústria potiguar enfrentou falta de insumos e matérias-primas e dificuldades de acesso a financiamento para capital de giro. Além disso, o setor teve saldo negativo de 710 empregos fechados até novembro, de acordo com a Fiern. A indústria extrativa de minerais, petróleo e gás foi a mais afetada.
 
Ele faz uma retrospectiva do ano de 2020 para a indústria do Rio Grande do Norte. “Em regra, o balanço anual (janeiro-outubro) ainda está abaixo dos níveis de produtividade, consumo de energia, negócios do mesmo período do ano anterior. Mas, também foi um período de aprendizado. Vamos tentar levar para o futuro as lições de 2020 para que, de alguma forma, continuemos a tentar melhorar em tudo”, espera.

Indústria nacional

Nesta terça-feira (15), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), em dezembro, foi de 63,1 pontos, alta de 0,2 pontos em relação ao mês de novembro. Todos os 30 setores que fazem parte da pesquisa registraram um índice acima de 50 pontos, o que mostra que os empresários, de modo geral, estão confiantes.

Agência Brasil

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