‘Em 40 anos de profissão nunca aconteceu isso comigo”, conta pescador sobrevivente de naufrágio

O pescador Waldeck Lima da Silva, conhecido como “Cutia”, é um dos três sobreviventes do barco que naufragou em Vila Velha. A embarcação estava desaparecida desde a última quinta-feira (13), e foi encontrada em uma reserva ambiental de Comboios, em Barra do Riacho, Aracruz, no sábado (15). Um quarto tripulante está desaparecido.

Após o naufrágio, ele e mais três pescadores navegaram em um bote até chegar à praia, em Aracruz. Edmar Souza, que é genro do pescador, contou que a família mobilizou a comunidade de pescadores para ajudar nas buscas.

“Meu cunhado pegou um barco com os parentes, às 4 horas da manhã, e foi rumo à última localização que tinha sido apresentada. Com esse plano, eles  conseguiram encontrar o barco e localizá-los”, explicou o genro.

As imagens divulgadas pela Marinha, mostram os destroços da embarcação que ainda estão na superfície. Com 40 anos de experiência no mar, seu ‘Cutia’, contou que nunca passou por algo parecido.

“Minha família, quando me viu, foi só alegria. Eu pesco desde criança e nunca aconteceu nada disso comigo”, lembrou ele.

Os esforços agora são para encontrar o quarto tripulante que está desaparecido. A Marinha informou que os trabalhos acontecem pelo mar e também com o apoio de helicóptero.

Entenda o caso

A Capitania dos Portos informou que a embarcação comunicou sobre problemas técnicos quando estava a 18 km de distância da praia de Itapoã, em Vila Velha, no dia 13 de maio.

Foram feitas buscas durante dois dias com duas embarcações e houve ainda a participação do helicóptero do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo da Secretaria da Casa Militar (Notaer -ES). Até uma embarcação de Macaé, no litoral do Rio de Janeiro, chegou a ser deslocada nessas buscas.

A reportagem conversou, no sábado (15), com o Capitão Washington Luiz, sobre a operação de resgates dos tripulantes.

Segundo ele, uma equipe de fiscalização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) realizava um patrulhamento rotineiro na reserva de Comboios, em Aracruz, quando viram a embarcação “emborcado”, ou seja, de “cabeça para baixo”.

“Nós tivemos a disseminação do rádio para comunidade marítima, e isso é muito importante. Essa disseminação alertou todos os pescadores da área que conseguiram localizar a embarcação”, concluiu Washington.

Informações: Folha Vitória


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