Dono do Ever Given chega a acordo com Autoridade do Canal de Suez, afirma seguradora


Sputnik Brasil – A Autoridade do Canal de Suez, que manteve o navio e sua tripulação em um lago entre dois trechos da hidrovia desde que foi desalojado em 29 de março, exigia uma indenização ao dono da embarcação.

O proprietário do gigante cargueiro Ever Given, que encalhou no canal de Suez, chegou a um acordo oficial com a Autoridade do Canal de Suez (SCA, na sigla em inglês) em relação à compensação pelo bloqueio da hidrovia em março, disse a seguradora do navio UK Club.

“O UK Club tem o prazer de anunciar que, seguindo o acordo de princípio entre as partes, e após novas reuniões com o comitê de negociação da Autoridade do Canal de Suez e numerosas audiências em tribunal, foram feitos progressos bons e uma solução formal foi agora acordada. Preparativos para a liberação da embarcação serão feitos e um evento marcando o acordo será realizado na sede da Autoridade em Ismailia [Egito] em tempo oportuno”, afirmou a seguradora em comunicado divulgado neste domingo (4).

No final de junho, as partes envolvidas haviam chegado a um acordo de princípio, porém o negócio ainda precisava ser finalizado para que o navio pudesse ser liberado. O Ever Given permanece atualmente ancorado na área do Grande Lago Amargo, que é a seção mais ampla do canal, com sua tripulação de 23 homens a bordo.

Encalhamento durou 6 dias

Em 23 de março, o cargueiro Ever Given ficou preso no canal de Suez, bloqueando o tráfego em ambas as direções da hidrovia. O navio possui 400 metros de comprimento e 59 metros de largura.

A embarcação com bandeira do Panamá encalhou depois de se desviar da rota devido a ventos forte no canal de Suez. Ao menos, 150 navios carregados de petróleo, peças automobilísticas e bens de consumo se acumularam em ambos os lados da via marítima.

Após dias de esforços de dragagem e reboque, o navio foi totalmente reflutuado em 29 de março, desbloqueando o canal.

Um tribunal egípcio determinou que o navio Ever Given fosse confiscado até que a empresa proprietária do navio pagasse US$ 900 milhões (aproximadamente R$ 4,5 bilhões) à SCA por despesas de salvamento e manutenção, bem como taxas de tráfego perdidas pelo bloqueio.

(Foto: REUTERS / Handout / Maxar Technologies)

Leia mais

Leia também