Dia das Mães: Mulheres que impulsionam o empreendedorismo feminino

As mães empreendedoras Nicolle Laufer e Elizabete Silva. Elas, juntamente com Izabella Patrocínio, abriram o Quintalzinho.

Cada dia mais as mulheres têm conquistado seus espaços no comando de novos negócios, o que tem impulsionado o empreendedorismo feminino no Estado.  Elas já somam 197.773 mil donas de empreendimentos no Espírito Santo e a Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas do Estado (Aderes) apoia as mães empreendedoras.

Este é o caso das amigas Nicolle Fiorot Lopes Laufer, Elizabete Silva e Izabella Patrocínio, que resolveram se juntar para abrir o próprio negócio. Com um conceito diferenciado que agrega um café, um espaço de recreação infantil, co-working – com salas reservadas para diferentes finalidades de trabalho –, além de locação do espaço como cerimonial para festas, nasceu o Quintalzinho. O local foi inaugurado nesta terça-feira (04).

Segundo Nicolle Fiorot Lopes Laufer, de 33 anos, que também atua como nutricionista na área materno-infantil, o negócio foi pensado a partir de uma demanda da sua maternidade. “Tenho um filho de dois anos e meio e sentia a necessidade de ir num lugar em que eu pudesse levá-lo e que, ao mesmo tempo, pudesse me encontrar e conversar com minhas amigas. Daí nasceu o Quintalzinho, um espaço bacana, que permite que as crianças brinquem livremente, mas com segurança, além de oferecer um espaço para as mães tomarem um café, ou até aquelas que precisam trabalhar e não têm um local”, disse a empreendedora.

No entanto, empreender tem os seus desafios, aponta Nicolle Laufer, que aprendeu a conciliar a maternidade, a profissão e o empreendedorismo em sua vida. “É desafiador abrir um negócio, principalmente, em tempos de pandemia, o que acabou atrasando nosso projeto em um ano, mas não impediu a gente de realizar nosso sonho. Abrimos o nosso quintal para receber as crianças, suas mães, e os empreendedores, cada um no seu espaço. O nosso sentimento é de dever cumprido, estamos abrindo o nosso negócio, seguindo todo protocolo de segurança, gerando trabalho e renda”, afirmou Nicolle Fiorot Lopes Laufer.

Outro negócio que também impulsiona o empreendedorismo feminino no Espírito Santo é o da empreendedora Paôla Binow, dona de uma confeitaria que virou referência quando se fala em bolos e doces de potes. A Paôla Cakes conta, atualmente, com mais de 182 mil seguidores nas redes sociais e atende cerca de duas mil pessoas, por semana, em sua loja física.

Tudo começou quando ela, incentivada pela cunhada, fez um curso de confeitaria para se especializar na área, já que gostava de fazer doces para a família. Depois, incentivada pela irmã, passou a fazer bolos de pote para vender de porta em porta. Assim, o seu negócio foi tomando forma.

“No início colocava meus bolos de pote em um isopor e saía para vender de porta em porta, contava com a ajuda da minha mãe, consegui comprar meu primeiro freezer e uma moto para fazer entregas. Com isso, os produtos foram ficando mais conhecidos. Passei a atender os clientes na varanda da minha mãe, até alugar meu primeiro espaço na Serra Sede. Hoje, os clientes fazem fila para comprar meus produtos e sou muito grata por isso”, destacou

Com a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), Paôla contou que as vendas aumentaram consideravelmente no delivery, por isso, teve que se adaptar para prestar um serviço rápido e eficiente. Além disso, fez adaptações na loja para receber os clientes, seguindo todo protocolo de segurança.

“Com a pandemia, tive que me desdobrar para ajudar meus filhos com os estudos e as aulas on-line. Além disso, tenho a fábrica. Graças a Deus, a fábrica fica no andar de baixo da casa da minha mãe, com isso, posso contar com a ajuda dela, da minha irmã, e do meu padrasto. Ter eles por perto é maravilhoso”, explicou a empreendedora.

Questionada sobre o sucesso que o negócio alcançou, Paôla Binow disse tudo é fruto de muito trabalho e da soma de pequenas ações realizadas todos os dias.

“Cada mínima conquista é gratificante. Para mim, sucesso é ter uma família unida em prol do bem-estar de todos, trabalhando em conjunto para adoçar a vida de outras famílias. Sucesso nisso é tratar os colaboradores como se fossem nossa família para que o ambiente de trabalho seja o mais agradável possível. Sucesso é saber que, com honestidade, podemos chegar onde quisermos. Não preciso de bens materiais para considerar meu negócio de sucesso, mas poder gerar empregos, poder dar um bem-estar melhor à família já é uma vitória.  Sou realizada por  poder entregar um doce de qualidade, e ser reconhecida e denominada a confeitaria referência do Estado”, contou a empreendedora.

 


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