Defensoria Pública cobra investigação sobre crimes contra pessoas em situação de rua no Espírito Santo

A Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES) encaminhou um ofício para Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) cobrando informações sobre as investigações de crimes cometidos contra pessoas em situação de rua no Espírito Santo.

O ofício foi enviado na última sexta-feira (24) e o prazo para que a Sesp responda os questionamentos é de cinco dias. A secretaria informou que recebeu o documento e vai disponibilizar as informações solicitadas.

Morador de rua dormia na calçada da avenida Robert Kennedy, em Vitória, quando suspeito ainda não identificado ateou fogo sobre ele.

De acordo com a Defensoria, as pessoas em situação de rua são vulneráveis a atos de extrema violência.

Neste mês, o G1 noticiou três ataques a pessoas em situação de rua na Grande Vitória. No dia 6, um homem foi incendiado enquanto dormia na avenida Robert Kennedy, em Vitória. Na última quinta-feira (23), uma travesti teve os pertences queimados por agressores no bairro Jardim Camburi, também em Vitória. No sábado (25), criminosos atacaram moradores de rua no bairro Ibes, em Vila Velha, e três foram baleados.

Além do andamento das investigações de crimes praticados neste mês, a instituição pediu informações sobre agressões e assassinatos que aconteceram em 2019 e no início de 2020 e a estatística dos crimes praticados contra a população.

A Defensoria ainda cobra que a Sesp apresente um plano de enfrentamento à violência contra as pessoas em situação de rua.

Em nota, a Sesp informou que os assassinatos de pessoas em situação de rua são investigados pela Polícia Civil, assim como todo crime contra a vida ocorrido no Espírito Santo.

Sobre os casos envolvendo a população de rua, a Sesp destacou a prisão, no último dia 15 de julho, de um homem de 25 anos investigado pelo ataque a moradores de rua na Vila Rubim, em Vitória. A motivação seria a disputa de pontos de venda de droga.

No mês de maio, a Polícia Militar prendeu dois homens de 29 anos integrantes de uma facção criminosa do Bairro da Penha, que lideravam ataques contra as comunidades de Ilha do Príncipe e Vila Rubim, vitimando também moradores em situação de rua.

A Sesp afirma que os casos são tratados de forma igual e os que têm dificuldade na investigação e definição de autoria, continuam em andamento.

Defensoria Pública do Espírito Santo — Foto: Divulgação/DPE-ES

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