Cursos do Sesi/Senai abrem caminho para polo de confecção em Barra de São Francisco

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O Sesi/Senai de São Mateus deu o pontapé inicial dos primeiros cursos na área de Costura em Barra de São Francisco, na manhã desta segunda-feira, 16, na Associação de Produtores do Córrego Barro Preto, no distrito de Paulista, com a presença da diretora da Escola de Corte e Costura da entidade, Alecia Toscana, da instrutora Zenilda Vidal e do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Cultura, Turismo e Geração de Empregos, Guilherme Fernandes, na sede da associação.

Serão 415 aulas, divididas em dois cursos – Costura Industrial de Vestuário e Confeccionador de Lingerie. A previsão é de que os cursos se encerrem em meados de abril quando as mulheres inscritas receberão o certificado, com a presença do prefeito Enivaldo dos Anjos e do presidente da Câmara de Vereadores, Ademar Antônio Vieira, o Lemão Vitorino.

O secretário Guilherme Fernandes destacou que os cursos são os primeiros de uma série que busca instalar em Barra de São Francisco um polo regional de confecções.

“Não vamos oferecer apenas os cursos de qualificação, mas também daremos a vocês um curso de cooperativismo, após o encerramento destes cursos, de forma que, em breve vocês possam criar uma fonte de renda própria, uma cooperativa. Nós, inclusive, daremos apoio com a intermediação da compra da produção”, frisou.

Segundo Guilherme Fernandes, Barra de São Francisco tem um grande potencial para o ramo de confecção e pode se tornar um polo têxtil, com a fabricação de peças de vestuário e roupas de banho.

“Estamos, através da nossa secretaria, criando um plano de ação, para resgatar esta atividade em nosso município, com a compra de equipamentos, investindo na qualificação e ofertando cursos de capacitação de mão de obra, inicialmente no Barro Preto, mas depois em outras comunidades”, disse o secretário.

Os cursos são gratuitos para as mulheres, pelo Sesi/Senai inicialmente com 40 vagas, mas a Prefeitura está fazendo um grande investimento para ofertar esses cursos. Cada um tem custo de R$ 40 mil e, por isso, é importante que as pessoas inscritas façam o curso até o final.

“Estou abraçando essa ideia e vamos criar unidades produtivas como essa em todos os distritos. Vamos buscar parcerias para treinar as costureiras e capacitar o pessoal de apoio também. Será um projeto integrado e buscaremos o Sebrae e o Senai para nos ajudarem com isso. Queremos formar uma grande cooperativa no município para garantir o mercado para a produção. Nossa intenção, com isso, é implantar a indústria de confecção em Barra de São Francisco”, disse o prefeito Enivaldo dos Anjos, em março deste ano, quando esteve no local para anunciar o convênio com o Sesi/Senai.

A coordenadora da Escola de Corte e Costura do Sesi/Senai, também ressaltou a importância das inscritas fazerem o curso até o final. “Tenho certeza que esse distrito, essa região vai crescer, mas precisamos da dedicação de todas. Vai ajudar a desenvolver talentos, melhorar a qualidade de vida das famílias, com geração de renda para a comunidade. Parabenizamos o secretário Guilherme e o prefeito Enivaldo por estarem ofertando essa oportunidade a vocês. É como se a gente trouxesse uma unidade do Senai para cá”, disse.

A jovem Talia Costa Rodrigues de Carvalho, 20 anos, que está morando na região do Barro Preto há cerca de sete meses, disse que decidiu fazer os dois cursos para conseguir emprego no setor ou trabalhar na futura cooperativa de costureiras.

“Eu sou de Vila Pavão, mas me casei com um rapaz aqui do Barro Preto e vim morar na região, mas aqui não tem emprego para mulheres, só para homens, nas pedreiras. A maioria das mulheres que têm emprego trabalham em Barra de São Francisco”, relata ela.

Outra jovem, Camila Vitória, 19 anos, também viu nos cursos uma oportunidade de adquirir qualificação profissional e renda. Moradora da região desde que nasceu, Camila disse que quer continuar no Barro Preto e os cursos e a implantação de uma cooperativa de costureiras pode ser a solução para que ela consiga trabalho e renda.

O ex-presidente da Associação dos Produtores do Córrego Barro Preto, Geraldo do Carmo Apolinário, que passou o cargo recentemente para o vice, José Damião Paulino, disse que foi dele a iniciativa de trazer um polo de confecções para o córrego, com apoio do vereador Lemão Vitorino e do prefeito Enivaldo dos Anjos.

“Nós entregamos o cargo de presidente para o vice, recentemente. Infelizmente ele teve que ir a Barra de São Francisco resolver problemas de documentos da associação e não pode estar presente. “Em 2020, nós já estávamos preparando os cursos, as máquinas, com emenda do Enivaldo dos Anjos, enquanto deputado, já tinham chegado, mas veio a pandemia e tivemos que dar um tempo”, relatou.

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