Covid-19: Espírito Santo prevê vacinação de idosos acima de 90 anos na primeira quinzena de fevereiro

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o grupo deve ser incluído no plano de imunização assim que um novo lote de imunizantes chegar ao Estado, o que deve acontecer nesta semana.

Secretário Estadual de Saúde, Nésio Fernandes, e o subsecretário Luiz Carlos Reblin — Foto: Reprodução

Secretário Estadual de Saúde, Nésio Fernandes, e o subsecretário Luiz Carlos Reblin — Foto: Reprodução

O Governo do Espírito Santo prevê iniciar a vacinação dos idosos acima de 90 anos contra a Covid-19 ainda na primeira quinzena de fevereiro. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o grupo deve ser incluído no plano de imunização assim que um novo lote de imunizantes chegar ao Estado, o que deve acontecer nesta semana.

A informação foi divulgada durante uma coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (1º).

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, a próxima remessa de vacinas enviada ao Espírito Santo deve ser a CoronaVac, do Instituto Butantan. “Esperamos que entre quarta (3) e quinta-feira (4) um novo lote chegue ao ES”, disse.

Nésio lembrou que, até agora, as doses recebidas pelo Estado foram destinadas a grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, que incluíam apenas idosos e deficientes institucionalizados, indígenas e profissionais de saúde.

“Nós aguardamos a publicação por parte do Ministério que prevê que neste momento se inicie a vacinação do grupo de idosos mantendo um pequeno percentual de vacinas para continuar vacinando trabalhadores da saúde”, disse.

Para ele, a inclusão de novos grupos pode melhorar o cenário da pandemia dentro dos próximos meses.

“Nós entendemos que a vacinação dos idosos cumpre um papel importante na redução da mortalidade e pode ter um efeito positivo a partir dos próximos 60 dias, na medida em que a gente consiga antecipar a vacinação desse grupo etário”, explicou.

A Secretaria de Saúde já se reuniu com os municípios para que sejam organizadas as estratégias para a imunização desse grupo.

“Os municípios possuem condições plenas de poder iniciar a vacinação dessa população. A vacinação em domicílio, com horário agendado, nos pontos de aplicação da vacina, serão determinados por cada município de acordo com sua realidade e estratégia adotada”, disse Nésio.

O subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, informou que o governo estadual tem se organizado para comprar doses de vacina contra a Covid-19, garantindo a cobertura vacinal dos grupos prioritários no Espírito Santo.

“Continuamos buscando todas as alternativas, seja com empresas fabricantes, seja com representações para aquisição já autorizada de doses para complementar a vacinação no ES. Havendo disponibilidade de alguém que as produza e tenha reconhecimento de agências reguladoras que a Anvisa reconheça aqui no Brasil, temos condição de fazer aquisição”.

 Mais uma remessa da CoronaVac deve chegar ao ES nesta semana — Foto: Divulgação/ Governo do ES

Mais uma remessa da CoronaVac deve chegar ao ES nesta semana — Foto: Divulgação/ Governo do ES

Uma portaria publicada no Diário Oficial do Estado e assinada pelo secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, nesta segunda-feira (1º), determina que os profissionais da rede estadual de saúde do Espírito Santo que não forem vacinados contra a Covid-19, mesmo que a imunização tenha sido disponibilizada, não poderão ter acesso ou permanecer dentro dos hospitais públicos do Estado.

Durante a coletiva, o subsecretário Luiz Carlos Reblin falou sobre o caso. “Alguns servidores de hospitais, uma quantidade pequena, vem se negando a utilizar a vacina. Mas essa vacinação ainda não foi finalizada e não havia portaria de responsabilização de servidor que não quisesse tomá-la”, disse.

O secretário Nésio Fernandes reforçou a importância desse tipo de restrição até mesmo para garantir o atendimento à população.

“Para trabalhar na saúde pública é necessário acreditar e defender a ciência. Precisamos dar o exemplo e estar prontos ao sistema de saúde em todos os momentos da pandemia. Quando um trabalhador da saúde se afasta de suas funções, ele retira o acesso a um conjunto grande da população. Não iremos tolerar nenhum tipo de insuficiência por parte das convicções dos trabalhadores da saúde no que diz respeito à confiança nas vacinas e, assim como em outras doenças precisa apresentar cartão de vacinação para viajar, fazer concurso, vamos exigir a vacinação a respeito de todos os trabalhadores que querem atuar na saúde pública”, concluiu Nésio.


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