Corpo de Bombeiros alerta para o aumento de casos de incêndios em vegetação

O município de Nova Venécia tem sofrido nos últimos dias com a grande incidência de incêndios em vegetação. Com a alta nos números, em função da época do ano, propícia para facilitar o alastramento das chamas, produtores rurais têm perdido pastos, lavouras, plantações e matas nativas. Além disso, animais silvestres também estão sofrendo.

Com o registro, na maioria das vezes, em localidades do interior, o fogo tem assustado moradores da cidade. Nos últimos dias, focos de incêndios foram registrados próximo aos bairros Filomena e Santa Luzia, por exemplo.

Segundo o tenente Davi Pedroza, subcomandante e coordenador operacional da 2ª Cia do 2° BPM do Corpo de Bombeiros, somente em Nova Venécia foram registradas cerca de 40 ocorrências relacionadas a incêndios em vegetação. Já em Barra de São Francisco, onde há um Posto Avançado do Corpo de Bombeiros, cerca de 20 ocorrências foram registradas.

De acordo com o tenente, o Corpo de Bombeiros tem realizado um trabalho árduo para combater esses incêndios. “Deslocamos nossa equipe até o local onde está sendo queimado e dependendo da região, se tem acesso ou não, usamos uma determinada estratégia. Quando temos acesso com a pick up, equipada com um kit de incêndio florestal, torna-se mais tranquilo o combate às chamas, porque conseguimos levar algo até o local. Se esse veículo não tem acesso, aí um militar vai com o abafador, que é uma ferramenta para abafar o fogo, e outro vem com a bomba costal, que é uma mochila com água. Dessa forma, torna-se mais difícil o combate. Ainda há outras estratégias que nós usamos, como fazer um aceiro em torno das residências ou da vegetação, uma queima controlada e até o fogo contra fogo”, disse.

Em incêndios em vegetação em Nova Venécia ou em Barra de São Francisco, atualmente, uma média de três militares têm sido empregados nas ações.
Para o tenente Davi, a própria população pode evitar os incêndios através de diversas ações. “A primeira delas é, em hipótese alguma, colocar fogo em algo fora de casa. A maioria dos incêndios têm sido ocasionados por ação humana, como a queima de lixo, um mato que foi capinado, o que faz com que o fogo acabe se alastrando, perdendo o controle e queimando pastos, lavouras e correndo o risco de queimar até residências. Após iniciadas as chamas, a primeira recomendação é ligar 193 para que possamos tentar, dependendo da disponibilidade, ir o quanto antes, porque quanto maior esse tempo, pior. Caso o incêndio já esteja em andamento, eu recomendo que as pessoas preservem, principalmente, as suas moradias. Mesmo com mangueiras de jardim, molhem a vegetação em volta, deixe sempre capinado e para que as chamas não queimem as lavouras, mantenham-nas protegidas com aceiros, que é raspar o solo por uma distância de até o dobro da altura da vegetação do lado”.

De acordo com o militar, os meses de agosto, setembro e outubro são os que registram as maiores incidências de incêndio em vegetação em função das características do clima. “Esse período favorece bastante às propagações das chamas. A vegetação está muito seca, por mais que tenhamos uma chuva ou outro, mas não é o suficiente para deixa-la com aquele verde vivo. Além disso, ela está robusta e ainda há muito vento seco e frio, que faz com o que o fogo se alastre com uma velocidade e intensidade muito grande”.

Outro fator preocupante é quanto à saúde. Segundo o tenente, a fumaça traz um prejuízo muito grande, principalmente para crianças e idosos. “Eu recomendo que as pessoas se ausentem da residência caso a fumaça vá em direção à casa, indo para longe. Se tiver chegando à residência, ligue o quanto antes para o Corpo de Bombeiros para tomarmos as devidas providências. A fumaça, além de ser tóxica, é asfixiante, podendo ocasionar o desmaio e até o óbito da pessoa. Além disso, a fumaça é um grande transmissor do incêndio. Não são só as chamas. Se a fumaça, por exemplo, entrar em uma residência e se acumular, dependendo da situação, pode entrar em ignição e queimar a casa”.

Com as queimadas, animais silvestres também estão sofrendo. Matas nativas, que são o habitat natural na maioria deles, estão sendo destruídas e muitos estão morrendo ou buscando refúgio até na cidade. “A gente tem visto muitos relatos dos nossos militares, principalmente de muita ave, répteis como cobras e lagartos, tatu, pacas. Temos visto até uma invasão desses animais na cidade, principalmente o gambá saruê e cobras”.

Fonte: Jhon Martins / redenoticiaes

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