Constituinte chilena avança após um mês de atividade


Um mês após seu estabelecimento, a Convenção Constitucional que redigirá a nova Carta Magna do Chile mostra avanços em sua atividade, em meiio às contradições políticas do país. 

Em declarações a correspondentes estrangeiros em Santiago, a presidente da Convenção Constitucional, Elisa Loncón, destacou que desde o dia 4 de julho, quando os 155 membros se reuniram pela primeira vez, “tem sido feito um trabalho incansável”, infoma a Prensa Latina. 

A renomada acadêmica de origem mapuche destacou que se avançou na organização da Convenção, nas normas que devem reger sua gestão, no aperfeiçoamento da infraestrutura e até mesmo em um protocolo de saúde para o trabalho em meio à pandemia de Covid-19. 

Esse avanço foi possível graças ao apoio do Senado e da Câmara dos Deputados, de universidades e até de associações profissionais que disponibilizaram recursos e capital humano para apoiar os trabalhos da Convenção. 

No entanto, advertiu, não tem havido a colaboração esperada do governo, o que se evidencia na falta de pessoal de apoio e meios técnicos para o bom funcionamento da Convenção. 

Loncón explicou que neste mês os trabalhos se concentraram no regulamento básico para avançar na tarefa fundamental que será a redação da nova Constituição e a criação de oito comissões de trabalho às quais foram incorporados os 155 convencionais. 

A Convenção também aprovou por maioria uma declaração exigindo das autoridades governamentais uma solução para a libertação de centenas de jovens presos após a rebelião social de 2019.  

Ao falar aos 155 convencionais, a presidente do órgão avaliou que nestas semanas avançou-se no “exercício da democracia participativa”. 

 

Elisa Loncón, presidente da Convenção Constitucional do Chile

Elisa Loncón, presidente da Convenção Constitucional do Chile (Foto: Reprodução)