Conselho Estadual de Cultura dá continuidade ao processo de tombamento dos galpões da Codesa

A continuidade do processo de tombamento histórico do conjunto dos galpões da CODESA, no Centro de Vitória, foi aprovado por unanimidade pelos conselheiros presentes na 127ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Cultura (CEC), transmitida ao vivo pelo canal do Youtube da Secretaria da Cultura (Secult), realizada na quinta-feira (13). A reunião do Conselho contou com cerca de 80 representantes da Cultura em sua sala on-line, e pode ser vista na íntegra no LINK.

Com a continuidade do processo, a resolução de tombamento histórico emitida pela Câmara de Patrimônio Arquitetônico, Bens Móveis e Acervos irá seguir uma série de etapas. Haverá a realização de uma audiência pública, em seguida a resolução será encaminhada para a homologação do governador do Estado, Renato Casagrande.  Em seguida, a homologação será publicada no Diário Oficial do Estado e, por fim, a inscrição no livro do Tombo, documento que estabelece  o registro de bens protegidos. Com o tombamento sendo efetivado, os galpões dos armazéns 4 e 5 poderão passar por ações de recuperação para que possam ser apropriados e utilizados futuramente para eventos culturais e de lazer. 

Outro processo com continuidade aprovado no Centro Histórico de Vitória, foi o Projeto Arquitetônico do Estacionamento João Clímaco, localizado ao lado do Palácio Anchieta. Trata-se da requisição de construção de uma nova edificação para um estacionamento público na área de entorno dos bens tombados do local, ou seja, do Palácio Anchieta, a Escola Estadual Maria Ortiz e da própria Praça João Clímaco. 

Na reunião, outras análises e deliberações de pareceres da Câmara de Patrimônio Arquitetônico, Bens Móveis e Acervos também foram realizadas, abrangendo diversos municípios no Estado.  Quando se trata de sítios históricos ou imóveis tombados, é necessário entrar com um pedido de regularização junto à Secult para os para que possa ser avaliado por seu corpo técnico e pelos conselheiros do CEC para a execução de qualquer obra de alteração ou intervenção neste tipo de local.

 Cachoeiro de Itapemirim

Seguindo uma solicitação da Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim, foi aprovado o projeto de Intervenção e ampliação na estrutura da Casa de Cultura Roberto Carlos. Adequação das rampas às normas de acessibilidade, assim como a criação  de nova cantina equipada com sanitários públicos acessíveis também estão previstas nas alterações no imóvel, que foi tombado pelo Conselho Estadual de Cultura no ano de 2009.

O projeto também prevê a aquisição de uma antiga residência próxima do local que será recuperada e adaptada ao uso de Casa do Artesão, um espaço para comercialização dos produtos, para a realização de oficinas e outras atividades artísticas. 

Muqui

Vários pareceres de análise de projetos de intervenção urbana apresentados pela Prefeitura Municipal de Muqui, em área integrante do Sítio Histórico, foram aprovados.  O projeto de drenagem, pavimentação e contenção da Rua Joaquim Afonso e Rua Projetada;  a reforma dos canteiros centrais, situados na Avenida Cel. Pedro João, Avenida Jerônimo Monteiro e Avenida Getúlio Vargas; e a obra de reforma e ampliação do CIAM (Centro Integrado da Mulher) situado no bairro de Boa Esperança.

Santa Leopoldina

Dois pareceres de  regularização de intervenção realizada sem conhecimento prévio do CEC e da Secult foram objeto de análise  por estarem no Poligonal de Tombamento do Sítio Histórico. Os imóveis situados dentro dos perímetros delimitados encontram-se protegidos por Lei, portanto, vedada qualquer tipo de intervenção, tais como reformas, regularizações, ou novas construções, portanto sendo obrigado a se adequar nas normas para que o proprietário não seja  advertido pelo CEC.

Programa de Regularização de Intervenções (PRI)

Foi apresentada no encontro também o Programa de Regularização de Intervenções (PRI) – Minuta da Resolução das Medidas Mitigadoras e Compensatórias. O programa, elaborado entre a Secult e Câmara de Patrimônio Arquitetônico, Bens Móveis e Acervos, tem o objetivo de estabelecer normas e procedimentos para a regularização das intervenções irregulares executadas em imóveis protegidos, sejam eles isolados ou situados em área de proteção nos Sítios Históricos do Espírito Santo.

No final da reunião, a  gerente de Memória e Patrimônio (GMP)  da Secult, Patricia Bragatto, enfatizou o trabalho da Câmara de Patrimônio Arquitetônico, Bens Móveis e Acervos. “Agradecemos em muito a contribuição na competência e comprometimento da Câmara. Foram três anos de muito trabalho. Fizemos um levantamento e vimos que foram produzidos 230 pareceres, além de diversas reuniões e visitas técnicas. A GMP, em nome da Secult agradece”, destacou.

Credito da foto: acervo da Companhia docas do Espírito Santo – Codesa.

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