Condenado por matar ex-mulher no Espírito Santo é assassinado em Brasília

Nestor Ribeiro Dantas, 54, conhecido como Cigano, foi condenado em 2019 pelo assassinato da pedagoga Marcilene Cussuol ocorrido em 2016. Para a Polícia Civil de Linhares, que o procurava, o assassinato de Cigano não tem relação com o crime que ele cometeu.

O cigano Nestor Ribeiro Dantas, de 54 anos, foi assassinado a tiros no último domingo (3) enquanto trabalhava em uma feira, no Distrito Federal, em Brasília. O homem era procurado pela Polícia Civil do Espírito Santo desde 2019, quando foi condenado pelo assassinato da ex-mulher.

“Dois elementos armados chegaram no local onde ele estava trabalhando e o executaram. Acabaram atingindo também a companheira dele e uma nora”, explicou o delegado Fabrício Lucindo, da Delegacia Regional de Linhares, no Norte do Espírito Santo.

Nestor foi condenado em 2019 por matar a ex-mulher, a pedagoga Marcilene Cussuol, em Linhares. O crime, no entanto, ocorreu em 2006 e chocou os moradores da cidade. Na época, Nestor chegou a dizer que ele e Marcilene foram alvos de um assalto e que ela havia sido atingida por disparos feitos pelos criminosos.

Nestor foi assassinado enquanto trabalhava em uma feira, no Distrito Federal, em Brasília.

Nestor foi assassinado enquanto trabalhava em uma feira, no Distrito Federal, em Brasília.

Esta versão nunca foi aceita pela família de Marcilene, que comemorou a condenação do cigano na Justiça. De acordo com o Ministério Público estadual, Nestor assassinou a ex-mulher por não aceitar o fim do relacionamento.

Após o crime, ele chegou a ser liberado pela Justiça para responder pelo crime em liberdade. Mas no julgamento, ocorrido em 2019, ele foi considerado culpado pelo júri e sentenciado a 18 anos e nove meses de prisão em regime fechado.

O advogado dele no processo, Homero Mafra, afirma que uma decisão liminar (provisória) conseguida por ele para que o decreto de prisão fosse suspenso havia sido cassada e, desde então, a defesa entrou com um pedido de recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O delegado Fabrício Lucindo conta que antes de Cigano ser assassinado, a polícia recebeu informações de que ele estaria nos estados da Bahia e do Pará.

“Procuramos ele no estado da Bahia, porque havia informações de que ele estaria lá. Também procuramos no Pará, mas todas as informações eram desencontradas e não se confirmaram”, disse.

Para o delegado, o crime em Brasília não tem relação com a morte da pedagoga e pode ter sido motivado por um desentendimento entre famílias. “Outros familiares dele já foram assassinados. A gente acha que era um problema local, lá em Brasília”, disse Fabrício Lucindo.

A polícia reunirá as informações da morte para que seja feito o arquivamento do mandado de prisão.

Com informações da TV Gazeta

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